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27 de nov de 2011

Pescador de SC em alto mar é salvo com a ajuda de radioamador do PR

Pescador iria fazer pesca submarina com amigo no litoral catarinense.    Após o colega mergulhar e não voltar, ele usou o aparelho para pedir ajuda.   Foi salvo através da ajuda de Darci Ribeiro, um radioamador de Curitiba na tarde de quinta-feira (29). O pescador e um amigo saíram de Joinville para o litoral catarinense e iriam praticar pesca submarina.      O pescador acionou o rádio porque o colega de pesca mergulhou e não voltou mais.     Ele ficou desesperado porque o barco não era dele e ele não sabia pilotá-lo.    Após pedir ajuda para o curitibano, o pescador conseguiu ser resgatado.    O radioamador José Luiz gravou a conversa e enviou para a RPCTV

Do G1 PR, com informações da RPC TV

O RADIOAMADORISMO ESTA MUITO LONGE DE DESAPARECER

O jornal australiano de Sydney, Morning Herald de 9 Julho 2011 tem bem claro : De que a primeira rede social da história no mundo...com um toque da moderna tecnologia, esta ressurgindo.    Está em inglês!
É um dos melhores artigos que tenho lido! A noticia completa está aqui clica :

http://www.smh.com.au/digital-life/ham-radio-far-from-over-or-out-20110706-1h135.html


Ham rádio longe de terminar ou foraKatie Cincotta07 julho de 2011Ads by GoogleAuto-Managed Super (SMSF)
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Assuma o controle de sua oferta Super Especial Ends Soon. Inscreva-se agora!Justin Stewart e Monique Golub tomar para as ondas de rádio em Sherbrook Escola Comunitária.
Justin Stewart e Monique Golub tomar para as ondas de rádio em Sherbrook Escola Comunitária. Foto: Rodger Cummins
A rede electrónica social pioneiro está experimentando um ressurgimento.
Quando você pensa da comunicação instantânea, graças nosso alcance para web-enabled dispositivos móveis e da explosão de mídias sociais Twitter e Facebook, é fácil demitir rádio amador como uma relíquia empoeirado destinados ao esquecimento.
Mas os bastiões da rádio amador acreditam que a forma centenária de comunicação via rádio é tão relevante como sempre - ele provou ser inestimável durante os recentes desastres naturais na Austrália, Japão, China, Paquistão e Haiti.
Um veterano de rádio amador de mais de 50 anos, Doug McArthur (cuja chamada é VK3UM), viveu a incêndios florestais Black sábado, confiando em seu rádio CB UHF para avisar os vizinhos das chamas que se aproxima.Anúncio: A história continua abaixoUm koala curioso sobe na moldura do prato de satélite Doug McArthur gigante em Glenburn.
Um koala curioso sobe na moldura do prato de satélite Doug McArthur gigante em Glenburn. Foto: Doug McArthur
Quando a rede de telefonia móvel foi preso eo fogo tinha danificado telefones fixos, os moradores reuniram-se a banda de rádio cidadão.
''UHF CB foi certamente uma grande ferramenta de comunicação durante os incêndios ... sabíamos onde os principais problemas foram, que os vizinhos tinham ficado e aqueles que tinham deixado,''diz. ''Desde então, cerca de 60 moradores que compraram rádios UHF CB.''
McArthur, 69, virou os primeiros dias de um hobby em uma carreira de alta potência de transmissão, a criação do sistema de telefonia primeiro rádio em Alice Springs e trabalhar para a União Internacional de Telecomunicações para estabelecer comunicações no Oriente Médio.Rádio amador McArthur Dough stalwart fora de seu rádio derramado perto Glenburn.
Rádio amador McArthur Dough stalwart fora de seu rádio derramado perto Glenburn. Foto: Doug McArthur
Quando o ciclone Tracy atinge Darwin, ele voou para avaliar os danos causados ​​aos sistemas de telefone. Foi exatamente o colapso que ele tinha predito, com troca de Darwin telefone incapaz de resistir a uma''''grande golpe.
Um operador de radioamador de Territórios da Capital da Austrália, Bob Hooper, foi o primeiro a anunciar ao mundo que Darwin havia sido atingido.
McArthur diz que mesmo em uma sociedade de telefones celulares e meios de comunicação social, rádio amador é uma parte crítica do mix de comunicação de emergência. ''Em uma crise, a rede de telefonia móvel nunca vai lidar com o tráfego que é imposta a ele.''Rádio voluntários Jim McNabb (esquerda) e Randall McDonald.
Rádio voluntários Jim McNabb (esquerda) e Randall McDonald. Foto: Rodger Cummins
É por isso que muitos no passatempo participar em dias''campo'', a criação de uma estação de rádio no mato usando fontes alternativas de energia.
Mas não é tudo sério. Presuntos de rádio gosta de experimentar e brinquedo McArthur é uma antena parabólica gigante construído em os EUA em 1960 e usado para testar o caminho de rádio em todo Bass Strait.
Ele comprou de Telstra antes que pudesse ser vendido para sucata e erigido em sua propriedade Glenburn. Nem mesmo um acidente vascular cerebral quase fatal impediu de tentar alcançar a lua com seu prato de uma tonelada.
''Meu vizinho é um soldador, então partimos para reconstruir o sistema de quadros e controle'', diz ele. ''Eu uso-o para refletir sinais de fora a lua, a detecção de espaço profundo e os sinais de fontes de ruído astronômicos, que tem sido uma ambição de vida para mim.
Apenas um par de pessoas na Austrália já fizeram isso.''
Pode parecer um exercício estranho, mas a precisão eo desafio do salto lua emoções este perito Morse-code.
''De todo o poder que você irradia fora de sua antena, 98 por cento do que é perdido chegar à lua e do que atinge a Lua, apenas 0,6 por cento é refletida, com 98 por cento do que voltar.''
Skypes McArthur quase todas as noites para os amigos de rádio amador, na Suécia, Holanda, França e Grã-Bretanha, mas abandonou Facebook depois de um dia, porque ele achou ser muito impessoal.
Eastern District e Montanha Rádio presidente do clube, Jack Bramham (VK3WWW) considera rádio amador como a rede social original.
''Facebook e Twitter são cerca de querer saber o que seus amigos estão fazendo'', diz ele. ''O rádio é exatamente o mesmo.''
Bramham abraçou a tecnologia digital e transmite o seu programa de notícias na noite de quarta-(que inclui a visão) na freqüência 446,500 MHz através da repetidora de rádio amador Melbourne no Monte Dandenong. Em seu tempo livre ele gosta de ARDF (Amateur Radio Direction Finding), uma versão eletrônica de orientação que também é chamado radiosport ou caça à raposa.
''Você está no mato com uma antena e um mapa e você ouvir o sinal do transmissor, que vem em um minuto e depois desliga-se por quatro minutos. Você encontrá-la e verificá-la fora e passar para a próxima.''
Pode não ser todos idéia de um bom tempo, mas para Bramham, atingindo essa meta elusiva enquanto traipsing através do mato lhe dá um enorme buzz.
''Há muita habilidade envolvida, especialmente em VHF e UHF, porque você terá um monte de reflexões. Você pode pensar que é nessa direção, mas é saltar fora um monte lá.''
Quando o australiano Andy astronauta Thomas estava em uma missão à estação espacial russa Mir em 1998, Bramham conseguiu arranjar um tempo para falar com ele durante uma janela de 10 minutos de oportunidade quando o ônibus espacial estava a apenas 400 quilômetros de Melbourne.
''Perguntei se ele poderia conversar com o nosso clube de rádio e porque era dia de maio, ele havia sido dado o dia de folga,''Bramham diz. ''Nós tínhamos 70 ou 80 pessoas aqui ouvindo. Um monte de caras nunca vão esquecer aquela noite.''
Wireless Institute of Australia porta-voz Jim Linton (VK3PC) diz que um dos maiores que as coisas aconteçam para o rádio amador é a remoção do código Morse como requisito mínimo para um operador para obter uma licença.
A licença de fundação agora é simples o suficiente para as crianças a adquirir.
Cerca de 20.000 australianos têm licenças de rádio amador, com crescente interesse que está sendo mostrado por pessoas mais jovens e mulheres.
''Não havia praticamente ninguém interessado, antes da chegada do nível de entrada mais recente,''Linton diz. ''Agora temos mais atividade no ar, os números aumentaram ser avaliados e um maior nível de clube.''
Com as licenças de padrão mais elevado e avançado, as pessoas podem operar com mais bandas e modos, incluindo transmissões digitais online.
Usando rádios em ambas as extremidades e na internet como o canal, é barato e fácil de fazer chamadas internacionais conhecido como IRLP (Projeto Internet Radio vinculação).
Matemática do professor Edward SEETO (VK3LIP) da Escola Comunitária Sherbrooke, que tem sua própria rádio clube, demonstra em um rádio de mão, digitando um código em um teclado e acessar uma repetidora web-enabled local para se conectar a um usuário em Dallas , Texas.
Radio''continua a existir porque é integrada a nova tecnologia digital, e tecnologia convergente é como ele vai sobreviver,''SEETO diz.
A partir de um gazebo de rádio ao ar livre com seus 15 metros de altura Nally torre de rádio, uma dezena de seus alunos estão aprendendo as cordas de radioamador veteranos Randall McDonald (VK3RM) e Jim McNabb (VK3AMN), que oferecem seu tempo às quintas-feiras e nos fins de semana .
8 ª série do estudante Monique Golub conseguiu sua licença de fundação, em grau 6 e agora compete na rádio amador desafios, como os 160 metros de concurso Trans-Tasman, com pontos marcados para os contatos feitos durante um período de seis horas.
''Eu adoro as pessoas que encontrarem e as competições'', diz a 13-year-old.
''Eu falei com um chef no Texas e um astronauta na Estação Espacial Internacional.
''Eu era a primeira menina no clube e agora alguns dos meus amigos se juntaram.''
SEETO diz que os estudantes aprenderam a ser criativo e experimental através da construção de seu próprio equipamento, e isso deu-lhes uma compreensão prática de equações matemáticas, como a lei de Ohm. ''Eles não são consumidores passivos'', diz ele.
''Eles fazem coisas como suas antenas próprias do cast-offs. Há completamente alguns matemática e destreza envolvidas. [Radioamadorismo] está incentivando-os a prosseguir matemática e ciências, e proporcionando a interação social.''
Como um parente recém-chegado nos últimos cinco anos, Richard Holmes (VK3TXD) está empenhado em desfazer o estereótipo de rádio amador de caras velhos mexer em galpões de aviso.
''Acho que temos de desmistificar rádio amador,''diz.
''Você não tem que ser uma hélice cabeça-de estar nele. Há toda uma gama de personalidades que fazem isso, incluindo uma tolos poucos bombástica - temos tudo''.
Ele espera uma nova geração de jovens operadores de rádio amador encontrará maneiras inteligentes para evoluir o hobby e assumir as suas conexões globais.
Para Holmes, o mistério de contato tem sido sempre a atração real.
''O Radioamadorismo é um pouco como a pesca - você nunca sabe quem vai voltar'', diz ele.
''Você mexer em torno da banda e você pode ouvir o mundo vêm dentro''

Jargão de rádio amador:
Ham - um operador de rádio amador.
HF - faixa de alta freqüência, entre 300 kHz e 30 MHz.
VHF - Freqüência muito alta, entre 30 MHz e 300 MHz.
UHF - faixa de frequência ultra-alta, entre 300 MHz e 3 GHz.
VK - prefixo para Australian sinais de chamada de amadora.
Fundação de licença - o ponto de entrada licença de rádio amador na Austrália.
Pano de mascar - falando por mais de 30 minutos.
Homebrew - construir seu próprio equipamento.
DX - sintonizar-se com um sinal de rádio distante.
Porcupine - um carro com várias antenas nele.
Sandbagging - ouvir, não falar.
Sched - para agendar um horário para conversar.
Dogpile / logjam - todas as pessoas tentando falar ao mesmo tempo.

LINKS
Sherbrooke Rádio Comunitária Club, vk3kid.org.au.
VK3RTV Mount Dandenong, vk3rtv.com/index.html.
Moonbounce Doug McArthur de Comunicações, vk3um.com.Ads by GooglePromoção: Cadastre-se
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COLUNA DO MÁRIO KEITERIS - PY 2 M X K Escritor e radioamador veterano


RADIOAMADORISMO: A PRIMEIRA REDE SOCIAL BASEADA NA TECNOLOGIA      escreveu : Mário Keiteris - PY2 M X K
Antes da Internet e dos telefones inteligentes, os radioamadores já estavam falando, provando, e compartindo durante décadas.   Porem apesar dos serviços comerciais o radioamadorismo continua atraindo as pessoas de todo o mundo proporcionando comunicações internacionais de forma gratuita. E devido a não necessitar de uma infra-estrutura de apoio preestabelecida, e a sagacidade destes radioamadores os fazem comunicar-se com amigos de todo o mundo e também do espaço.   Os radioamadores tem sido lideres para o desenvolvimento de modernas maravilhas eletrônicas e de comunicações.    Hoje, os cidadãos da terra, quando pensam em aparelhos sem fios, somente vêem o onipresente telefone móvil.     Porem esta tecnologia somente foi possível graças ao trabalho incansável e pioneiro nas tecnologias de rádio e quem primeiro o fizera foram os radioamadores.   Muitos dos lideres em engenharia eletrônica realizaram experimentos como radioamadores, e que lhes serviram para desenvolver aplicações que combina computador com rádio. Os radioamadores podem ser “amadores” no sentido de não receberem compensação pelo que fazem, porem suas habilidades e sua contribuição ao mundo são de primeira ordem.    Ao par no sentido de que os radioamadores tem sido noticia na imprensa escrita e falada; inclusive no vídeo ao longo destes últimos 100 anos por serviços prestados em comunicações de emergência nos casos de catástrofes, onde já salvaram muitas vidas humanas, uma grande parte de suas atividades baseia-se em contatos excitantes com zonas remotas do mundo, conhecendo de primeira mão outras formas de vida e costumes provando diferentes métodos para fazer contatos com o rádio por todo o mundo. A rede social criada e mantenida pelos radioamadores continua crescendo.       Há muitas facetas no radioamadorismo que é impossível que uma pessoa só possa praticar em toda sua totalidade.      Igualmente também como é impossível interagir plenamente com os milhares de amigos que possuímos no Facebook, os radioamadores também tem que eleger entre dezenas de grupos que perseguem determinados fins específicos dentro do radioamadorismo e que não tem barreiras internas.
Um radioamador não é apenas uma pessoa que tem um aparelho de rádio que recepta e transmite, e encontra alguém com quem falar do outro lado.      Aquilo que um radioamador pode fazer e aprender vai muito para além disto.    Em primeiro lugar, não há limites. O radioamador pode contatar com quase qualquer pessoa na face da Terra e no espaço, onde muito brevemente fará contatos interplanetários também. Mas para além disso o radioamador aumenta os seus conhecimentos e cultura.     Pode ajudar em casos de emergência, gerindo as comunicações e aumentando assim a possibilidade de socorro a tempo.   Desenvolve os seus conhecimentos acerca de rádio e aperfeiçoa os seus próprios equipamentos e pode utilizar o rádio não apenas em casa mas também no exterior desde que tenha equipamento adequado a isso.     Para além disso são promovidos encontros em vários pontos do país e mundo, onde é possível trocar impressões com outros radioamadores e conhecer aqueles com quem se fala mas nunca se vê.

 Autor :Mário Keiteris - PY2 M X K
Na esperança de que o presente artigo seja do agrado de todos espero seus comentários, críticas ou sugestões, pôr agora despeço-me com um forte e cordial 73.



13 de nov de 2011

EFEITOS NA SAÚDE COM A EXPOSIÇÃO AOS CAMPOS DE RÁDIO-FREQUÊNCIA

INTRODUÇÃO: O grande desenvolvimento experimentado pela tecnologia de rádio-freqüência nas últimas décadas em todo o mundo motivou uma grande aplicação desta, principalmente em sistemas de comunicações. Este fato fez com que acontecesse uma disseminação de dispositivo, tais como, telefones celulares, antenas transmissoras/receptoras de estações Rádio Base, entre outros. Com isso a população mundial foi posta em meio a campos eletromagnéticos cada vez mais intensos e com características praticamente desconhecidas, por grande parte da população, quanto a seus efeitos na saúde e no bem-estar humano. Este conhecimento levou a uma série de dúvidas, e estas geraram um grande medo na população usuária e na que estava próxima destes dispositivos e de suas fontes transmissoras/receptoras. Então, várias entidades governamentais e não governamentais, e as empresas fabricantes de dispositivos que utilizam radiofreqüência, se propuseram a realizar diversos estudos dos quais se esperava obter uma resposta quanto aos efeitos na saúde humana desta radiação (não-ionizante) de radiofreqüência.
RADIAÇÃO NÃO-IONIZANTE: A interação do material biológico com uma emissão eletromagnética depende da freqüência da emissão. Os raios X, ondas de rádios e campos elétricos e magnéticos gerados por linhas elétricas são todos parte do espectro eletromagnético e cada zona do espectro magnético se caracteriza por sua freqüência específica. As Estações Rádio Base dos telefones celulares e dos PCS são basicamente rádios, e produzem radiação de radiofreqüência (RF). Esta radiação de RF é dita não-ionizante e seus efeitos são essencialmente diferentes dos efeitos da radiação ionizantes, produzida por máquinas de raio X.
RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA: Existem recomendações de segurança internacionais sobre a exposição do público às ondas de rádio produzidas pelas antenas de estação rádio Base de telefonia celular e PCS. As normas mais amplamente aceitas são as elaboradas pelo Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (Institute of Electrical and Electronics Engineers, IEEE) e pelo Instituto Nacional de Normatização dos Estado Unidos (American National Standards Institutes, ANSI), a Comissão Internacional sobre Radiação não-ionizante (International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection, ICNIRP) e o Conselho Nacional de Proteção Radiológica e Medidas (National Council on Radiation Protection and Measurements, NCPR). Existem diferenças entre as normas, ANSI, ICNIRP, NCPR e FCC utilizam os mesmos dados biomédicos e o mesmo enfoque geral para estabelecer recomendações de segurança. Existem diferenças entre os modelos utilizados pelos diferentes grupos e, por conseguinte, existem pequenas diferenças entre os números finais. Não se devem associar nenhuma significância biológica com essas pequenas diferenças. Outras normas, como as da Austrália são diferentes porque usam fatores de segurança mais elevados. Estas normas sobre rádio-frequências se expressam em "densidade de potência em onda plana", que se mede em mW/cm2 (miliwatt por centímetro quadrado). Para antenas de PCS, a norma ANSI/IEEE de 1992 sobre exposição do público em geral é 1,2 mW/cm2. Para telefones celulares a norma ANSI/IEEE para exposição do público em geral é 0,57 mW/cm2. As normas do ICNIRP são ligeiramente mais baixas e as do NCRP são idênticas. As normas de exposição pública afetam somente as densidades de potência medidas em períodos de tempo relativamente curtos, 30 minutos em casos de normas ANSI/IEEE, NCRP e FCC (a freqüências de telefonia celular e PCS). Se há múltiplas antenas a norma se aplica à potência total produzida por todas as antenas. A base científica para as normas de segurança foi estabelecida por cientistas que examinaram toda a literatura sobre os efeitos biológicos das ondas de rádio, e disseram que havia um acordo em uma série de pontos críticos: · A investigação sobre ondas de rádio é ampla e adequada para estabelecer normas de segurança; · A exposição a ondas de rádio pode ser perigosa se for suficientemente intensa. Os possíveis danos incluem cataratas, queimaduras de pele, queimaduras internas e ondas de calor; · Os efeitos, biológicos das ondas de rádio dependem da taxa de energia absorvida. Dentro de uma ampla gama de freqüências (de 1 a 10.000 MHz) a freqüência não importa quase nada; · Os efeitos das ondas de rádio são proporcionais à taxa de energia absorvida, e a duração da exposição não importa quase nada; · Não se tem detectado efeitos produzidos por baixa taxa de energia absorvida em todo o corpo. Apesar dos valores altos dos fatores de segurança com um modelo adequado as Estações Rádio Base de Celulares e de PCS podem cumprir todas as normas de segurança com uma ampla margem. Uma antena de uma Estação Rádio Base de Celular e/ou de PCS, instalada a 18 metros acima do solo e funcionando a máxima intensidade de potência possível, poderia reproduzir uma densidade de potência de até 0,02 mW/cm2 no solo perto da locação da antena, mas as densidades de potência ao nível do solo geralmente estarão entre 0,0001 a 0,0005 mW/cm2. Estas densidades de potência estão bem abaixo do que estabelecem todas as normas de segurança, e as próprias normas estão muito abaixo dos níveis onde se observam riscos à saúde. A menos de 152 metros da posição da antena a densidade de potência pode ser maior em locais mais elevados que na base da antena (por exemplo, em um segundo piso de um edifício ou em uma colina). Inclusive com múltiplas antenas, e com antenas tanto de telefonia celular como PCS em uma mesma torre, as densidades de potência estarão abaixo de 2% das recomendações para todas as alturas e distâncias a partir de 51 metros da posição da antena. A partir de 152 metros da posição da antena a densidade de potência não tem um aumento proporcional ao da elevação. A densidade de potência no interior de um edifício será de 3 a 20 vezes mais baixa do que no seu exterior. Existem algumas circunstâncias nas quais um desenho inapropriado das antenas de estações base de telefonia celular e PCS poderiam descumprir as normas de segurança. As normas de segurança para exposição descontrolada (público em geral), poderiam ser descumpridas se as antenas se instalassem de maneira que o público tivesse acesso a zonas situadas a menos de 6 metros das próprias antenas. Isto poderia acontecer em antenas instaladas em coberturas (topos) de edifícios.
ESTAÇÕES RÁDIO BASE: As radiofreqüências constituem parte, do espectro eletromagnético global. Os sistemas de comunicações celulares usam freqüências na faixa 800-900 megahertz (MHz) do espectro das radiofreqüências (freqüências risadas antigamente para a radiodifusão da televisão UHF), e os transmissores nos Serviços de Comunicações Pessoais (Personal Communications Service, PCS) usam freqüências na faixa de 1850-1990 MHz. As antenas primárias para telefones celulares e transmissores de PCS estão normalmente localizadas em torres, tanques de água e outras estruturas elevadas inclusive coberturas de edifícios. A combinação das antenas e dos equipamentos eletrônicos, associados a ela, é chamada de Estação Rádio Base Celular (ERB Celular) ou Estação Rádio Base PCS (ER-B PCS) ou também de uma forma mais completa de “ cell site". As alturas típicas para as torres ou as estruturas de estação base são 15 – 60 metros. Uma Estação Rádio Base Celular típica pode utilizar várias antenas omnidirecionais que se parecem com postes e tem geralmente a dimensão de 3 a 6 m de comprimento. Estação Rádio Base PCS (e também muitas dos sistemas celular) utilizam várias antenas de setor ou "setorizadas" que se parecem com painéis retangulares. As dimensões de uma antena de setor são tipicamente 0,30 por 1,3 m. As antenas setorizadas normalmente são organizadas em três grupos, sendo que geralmente um destes grupos transmite o sinal até as unidades móveis (telefones de carros ou telefones celulares pessoais). As outras duas antenas de cada grupo são usadas para receber sinais de unidades móveis. Em um cell site, a potência de RF total que pode ser transmitida de cada antena que está transmitindo na área deste cell site depende do número de canais de rádio autorizados (transmissores) e da potência de cada um destes transmissores. Tipicamente, para uma Estação Rádio Base Celular, um máximo de 21 canais por setor (dependendo do sistema) poderá ser usado. Assim, cada uma das três antenas poderia estar conectada em até 21 transmissores formando, assim, um sistema com um total de 63 transmissores por cell site que utiliza antenas de setor (setorizadas). Quando as antenas utilizadas são as onidirecionais, até 96 transmissores poderiam ser implementados em um cell site, mas isto não é muito aplicado. Uma Estação Rádio Base típica pode ter 63 transmissores, mas não se espera que todos os transmissores operem reduzindo seus níveis de emissão globais simultaneamente. Para o caso de Estações Rádio Base PCS, a quantidade de transmissores normalmente requeridos é bem menor devido ao número relativamente maior de Estações Base. No caso de transmissores de Estações Base Celulares, que trabalham a freqüência de 869 MHz (a mais baixa freqüência usada por este tipo de sistema), as recomendações para exposição humana a campos de RF do FCC estabelecem um nível exposição máximo permissível para o público em geral (ou exposição em ambientes descontrolados) é de cerca de 590 microwatts por centímetro quadrado (mW/cm2), este valor médio foi alcançado aplicando-se um período de exposição de 30 minutos. Este limite é muitas vezes maior que o nível de RF típico encontrado próxima às Estações Rádio Base Celulares mais comuns ou nas redondezas destas estações. Por exemplo, dados obtidos através de medições, realizadas por órgãos competentes, em várias fontes transmissores, tem constantemente indicado que para o "pior caso", densidades de potência ao nível do solo perto de Estações Rádio Base Celulares, estes valores estão na ordem de 1 mW/cm2 em seus pontos de picos, ficando a maior parte do tempo bem abaixo deste valor. Cálculos que correspondem a uma situação de "pior caso” para os transmissores (todos os transmissores operando simultaneante e continuamente ao seu máximo nível de potência) mostram que para uma pessoa ficar exposta a um nível de exposição próximo do nível de exposição máxima permitido, e proposto como ponto prejudicial à saúde humana, pelo FCC, para esta gama de rádio-freqüências, esta pessoa teria que permanecer dentro do espaço do principal feixe de transmissão (na plenitude da potência da antena) e a uma distância de alguns poucos pés da antena. Então se mostra como uma situação extremamente improvável, que uma pessoa do público em geral pudesse estar exposta a níveis de RF acima dos níveis determinados pelas recomendações do FCC, para transmissores de Estações Rádio Base Celulares. Para transmissores de Estações Rádio Base de PCS, o mesmo tipo de análise pode ser feito, a não ser que os transmissores dos PCS transmitem à freqüências de 1850 a 1990 MHz, os limites para exposição do FCC para o público em geral é 1000 mW/cm2. Então, para o caso dos transmissores de Estações Rádio Base PCS haveria então uma maior margem de segurança entre os níveis de exposição a que está exposto o público em geral atualmente e os limites de exposição reconhecidos como prejudiciais pelas recomendações existentes. Quando as antenas de celulares e de PCS estão montadas em coberturas de edifícios é possível que os níveis de RF, na cobertura do edifício próximo da antena, atinjam valores acima de 1 mW/cm. Este poderia se tomar um problema se o topo do edifício fosse um local de livre acesso ao pessoal de manutenção ou a outras pessoas. Porém, é provado que níveis de exposições próximos ou acima dos níveis de segurança recomendados só sejam encontrados muito perto ou, então, diretamente na frente das antenas. Até mesmo se os níveis de RF, fossem mais alto que os recomendados em uma cobertura de um edifício, poderia se resolver este problema se elaborando um plano de horários e de restrições de acesso apropriadas para o local em questão. Sabendo-se quem tem acesso e o período de permanência nos locais de risco poder-se-ia então aplicar aspectos extras de proteção aos padrões de segurança para reduzir o risco da exposição em potencial. O fato das antenas de celular e de PCS localizadas nas coberturas dos edifícios normalmente operarem a níveis mais baixos de potência que as antenas instaladas em torre, faz com que o risco associado às exposições excessivas em coberturas de edifícios se tome bem pequeno e assim menos provável. Este fato e a notável atenuação proporcionada pelo telhado do edifício, também minimiza o possível risco que as pessoas que vivem e/ou trabalham dentro destes edifícios estarem expostas a um fator de exposição prejudicial à saúde.
ANTENAS MÓVEIS: Antenas móveis montadas em veículos normalmente usadas para comunicações celulares operam a um nível de potência de 3 watts ou menos. Estas antenas celulares estão tipicamente montadas no teto, na parte traseira da carroceria, ou na janela traseira dos carros e/ou caminhões. Estudos mostraram que para estas antenas constituírem um risco à saúde, ou seja, colocarem as pessoas expostas a níveis de RF acima dos níveis recomendados, seria necessário que pessoas permanecessem muito perto destas antenas celulares montadas em veículos. Por exemplo, um estudo pedido pela AT&T Bell Laboratories, à Universidade de Washington, documentou os níveis de exposição "típicos" e de exposição para o "pior caso" e Taxa Específica de Absorção (Specific Absorption Rate, SAR) para os ocupantes do veículo e as pessoas que se postam próximo às antenas celulares montadas em veículos. Foram consideradas para o "pior caso" condições de exposição quando um indivíduo estava na menor distância possível da antena. Foram testadas várias configurações usando modelos de adulto e de criança. Os resultados deste estudo mostraram que a exposição mais alta, de cerca de 1900 mW/cm2, aconteceu com um modelo feminino a uma distância de 9,7 cm de uma das antenas que estava operando a um nível de potência de 3 watts. Apesar deste nível ser nominalmente mais alto que o limite de exposição do FCC para densidade de potência para esta freqüência, uma análise dos dados indicou que a antena teria que estar emitindo 7 W de potência antes desta atingir o limite para a Taxa de Absorção Específica (SAR) permitida pelas recomendações do FCC, e só a partir desta potência o limite da SAR seria excedido. A natureza intermitente de transmissão e a improbabilidade que uma pessoa permaneça assim tão perto da antena por longo período de tempo reduzem o potencial de risco para exposição excessiva exposição. Em resumo, a análise dos dados obtidos a partir de testes, mostra que com a instalação correta das antenas celulares montadas em veículos e a instalação de transceptores sem fios, que trabalham a 3 watts de potência, às recomendações para os níveis de exposições máximas de segurança do FCC estarão sendo cumpridas. Para isto assume-se que a antena celular transmissora esteja distante dos ocupantes do veiculo de pelo menos 15 cm ou mais. E que o tempo (período) de exposição seja em média de 30 minutos. Uma variação não muito grande deste período não mudara esta situação, ficando, mesmo assim, os ocupantes destes veículos em segurança quanto a RF, emitida pelas antenas celulares.
TELEFONES CELULARES PORTÁTEIS E DISPOSITIVOS PCS: Uma pergunta que freqüentemente surge é se pode haver risco potencial à saúde devido às emissões de RF de telefones celulares portáteis e dispositivos de PCS. As recomendações para exposição do FCC, e também as do ANSI/IEEE e do NCRP nas quais elas são baseadas, especifica limites para exposição humana às emissões de RF de dispositivos de RF portáteis em termos de Taxa de Absorção Especifica (SAR). Para exposição do público em geral, por exemplo, a exposição de um usuário de telefone celular ou PCS, o limite da taxa de absorção especifica (SAR) é um fator de absorção de 1,6 watts/kg (W/kg), isto medido em qualquer um dos tecidos humanos. As medições realizadas e as análises computacionais da SAR, em modelos da cabeça, ponto mais comumente exposto à radiação, e do corpo humano, e outros estudos da distribuição da SAR em usuários de telefones celulares e de PCS mostraram que, em geral, o fator de segurança de 1.6 W/kg, muito provavelmente não será excedido nas condições normais de uso destes aparelhos. O FCC antes de conceder a aprovação para que um telefone celular ou um dispositivo PCS possa ser comercializado nos EUA, realiza testes nestes aparelhos para que eles se mostrem dentro do limites de emissão de 1.6 W/kg. Tais testes são realizados nas condições em que estes aparelhos estejam trabalhando a potência máxima. Na realidade, o uso da potência de radiação máxima é pouco vista na prática, sendo que normalmente estes aparelhos trabalham a potências que estão bem abaixo de suas potências máximas de radiação, pois geralmente o usuário não se encontra distante de uma ou mais Estações Rádio Base.
NO BRASIL, O mercado de telecomunicações e o uso de equipamentos de telecomunicações no Brasil têm-se difundido principalmente nas ultimas décadas, particularmente na área de serviços de comunicações móveis estes serviços começaram há poucos anos, e agora existem mais de 9 milhões de usuários da telefonia móvel em todo o país, e estima-se que o número de usuários da telefonia móvel no Brasil irá crescer para mais de 15 milhões em cerca de dois ou três anos. Parte desta demanda por terminais móveis se dá pela demanda por terminais fixos não atendida. Os sistemas de telefonia celular analógico (AMPS) e digital (D-AMPS/TDMA) no Brasil operam nas bandas de freqüências de 824 a 849 MHz (enlace reverso) e 869 a 894 MHz (enlace direto) e na maioria dos terminais celulares a máxima potência média de saída (rms) é cerca de 0,6 W. Enquanto o Instituto de Padrões Brasileiros (ABNT) e a Associação Brasileira de Compatibilidade Magnética (ABRICEM) estão estudando os níveis de segurança de exposição a campos eletromagnéticos, uma recomendação nacional para níveis de exposição a radiação eletromagnética não-ionizante ainda não é disponível no país. A última Constituição Brasileira indicou qUe este problema poderia ser regulado por cada município. Hoje, alguns municípios como, Campinas-SP, Maringá-PR e Porto Alegre-RS recomendam níveis de segurança a campos eletromagnéticos. Em Campinas, o limite de densidade de potência para um ambiente não-controlado é da 100 mW/cm2 e em Porto Alegre este limite é comparável com as recomendações ANSI/IFEE.
CONCLUSÂO: Apesar do que tem sido publicado na imprensa, várias notícias alarmantes, tal como "população entra em pânico por que está sendo submetidas a níveis de radiação que afetam a saúde humana, causando diversas doenças", por temerem os efeitos das radiações emitidas por antenas de telefonia celular. Pode-se dizer que tal temor só pode decorrer da falta de informação correta sobre a questão. Órgãos internacionais independentes, da maior competência e contabilidade, como a Comissão Internacional de Proteção às Radiações Não-Ionizantes (ICNIRP), que tem o aval da Organização Mundial da Saúde (OMS/WHO), ou o Comitê Europeu de Normalização Eletrotécnica (CENELEC), da Comunidade Européia, há muitos anos acompanham o desenvolvimento das pesquisas mundiais na área dos efeitos biológicos das radiações não-ionizantes, levando em conta somente resultados indiscutíveis, cientificamente comprovados, na elaboração de normas de proteção. No entender da OMS e do CENELEC, as antenas instaladas em torres das Estações Rádio Base de telefonia celular e, menos ainda, de PCS, não apresentam qualquer risco para a saúde da população, desde que não seja superado o nível de radiação recomendado, recomendações estas propostas na norma do IEEE/ANSI, A mesma opinião é externada nas notícias divulgadas por órgãos nacionais de diversos países, como a Federal Communications Commission (FCC) norte-americana, o States (SSI) sueco e muitos outros órgãos de igual competência e imparcialidade. Na faixa de freqüências utilizadas pela telefonia celular, as recomendações da CENELEC e da ICNIRP, publicadas em 1998, são as mesmas. Em particular, o nível máximo de radiação recomendado, para a população em geral, na freqüência de 869 MHz é de 4,35 mW/cm2, para exposição de 24 horas por dia (o limite ocupacional, para 8 horas por dia, é cinco vezes maior). Pelos resultados dos estudos apresentados até agora não se pode notar razão para adotar critérios mais rigorosos do que os recomendados pela OMS (recomendações IEEE/ANSI), como vem sendo preconizado em algumas cidades brasileiras. Diante de todo o exposto aconselhável que todas as comunidades e aos órgãos preocupados com a instalação de torres de telefonia celular, que confiem nos valores recomendados pela OMS e exijam que os mesmos sejam respeitados, devendo ser realizadas medição por técnicos competentes, seja por ocasião da instalação das antenas, seja periodicamente, durante a vida útil das Estações Rádio Base.
Texto fornecido pelo Eng. Emerson Alexandre Fonseca da Costa – Anatel /SC
Emerson Alexandre Fonseca Engenheiro Anatel

Artigo de Opinião de um Radioamador - Haja Paciência

A transcrição deste artigo de opinião elaborado por um colega Radioamador e publicado em diversos sites da especialidade (Radiocomunicações), vem mesmo a talho de foiçe, em tudo aquilo a que faz alusão tenho exactamente a mesma opinião .... e parece que isto assenta que nem uma luva na Banda do Cidadão.

"Colegas Radioamadores:



Como Radioamador que sou, escrevo este pequeno desabafo para com aqueles que partilham a minha opinião, e para outros tantos que provavelmente nem irão entender o que direi nestas palavras.


Sou Radioamador há vários anos, não há tantos assim que me permitam ter um indicativo começado pelas primeiras letras do alfabeto. Sou “do tempo” da Banda do Cidadão, tendo “migrado” para as bandas de Amador não por convicção, mas por “arrasto”. Não me sinto frustrado por ter “passado” para as bandas de Amador, mas confesso um pequeno arrependimento por o ter feito, iludido por uma mão-cheia de colegas que me fizeram acreditar que estas bandas eram “diferentes”.


Não tenho formação académica superior, nem sou filho de doutores, mas tenho de dizer que acho triste e mesmo ridícula a forma como alguns Amadores falam no “éter” e já agora a forma como escrevem na Internet. Esta forma de estar deixa muito a desejar quando tanto se fala na “dignificação do hobby”!


Somos Amadores e não passaremos disso… somos faladores e maus… somos colegas, mas só na “vertical”, somos organizados, mas só no papel…


Quando há alguns anos eu comecei a pensar e ficar cada vez mais com a convicção que a maioria dos Radioamadores não prestavam, sendo uma percentagem elevada de ignorantes, uma outra de conflituosos e arruaceiros e só um pedacinho deles com interesse… pelos vistos não me enganei…


Não consigo compreender que, um colega que “suba” à frequência e diga “deltas” em vez de “desculpas”, seja logo criticado, quase que chacinado, muitas das vezes por colegas que fazem bem pior, limitando-se a criticar e cuspir no microfone e que depois vão para as “directas” com piadinhas sem propósito, algumas delas mesmo obscenas e vão também para os sites de Radioamadorismo dar pontapés atrás de pontapés no Português! Será que o Radioamador, enquanto pessoa que investiga e desenvolve a técnica, não é capaz de desenvolver a sua capacidade pessoal, intelecto e também uma correcta conduta e forma de estar? Onde está o nosso brio? Onde está a dignificação do nosso hobby e das pessoas? Onde está a diferença entre Cebeísta e Radioamador? Afinal quem não presta não presta, seja numa banda, seja na outra, seja na estrada seja na rua, seja no “éter”… vai de mal a pior…


Vergonha a minha quando há pouco tempo sugeri a um potencial interessado nas radiocomunicações amadoras, que visitasse o site “radioamadores.net” para se começar a ambientar e ter algum contacto com aquilo que é o Radioamadorismo… e passados alguns dias, sou surpreendido com a seguinte pergunta da sua parte: “Daniel, mas será que estas pessoas não sabem escrever? Como vão saber falar? Será que faço bem em começar este hobby?”. Pior que isso, quando fizemos um pouco de escuta nos repetidores nacionais de VHF e UHF, o que ouvimos? Colegas a tratarem-se mal, ameaços físicos, asneiras, música, portadoras… enfim… de tudo um pouco desta chafurdice que começa a ser cada vez mais “o pão-nosso de cada dia”…Não me restou outra alternativa senão baixar a cabeça e dizer… “pois… infelizmente é assim”…


Por estas e por outras, não consigo reconhecer qualquer legitimidade a uma grande maioria daqueles que tanto criticam nas bandas e quando pegam no microfone, na caneta ou no teclado, são uma verdadeira vergonha para todos nós…


Cada vez mais é para minha tristeza quando vejo que grande parte dos Radioamadores não passam de colegas sem formação, sem informação, sem interesse, sem valores, arruaceiros e conflituosos, onde o único lugar que encontraram e foram aceites, é no “éter”, atrás de um microfone… aí sim, nem que não saibam falar e estar, alguém os terá de ouvir!


Mais uma vez digo… não sou filho de doutores, não tenho formação académica superior, mas faço um esforço para poder dar uma boa imagem do Radioamadorismo e dos Radioamadores.


Não quero de alguma forma com este artigo, ferir seja quem for, até porque nem todos podem ser aquilo que desejariam, mas tenho a certeza que a maioria dos colegas podia ser um pouco melhor, tanto na escrita como em frequência.


Vejo folhas “log” de concursos a serem entregues em pedaços de papel, escritas a vermelho, incompletas… vejo QSO’s sem qualquer preocupação por quem está a ouvir, afastando os que se pretendem juntar ao hobby inclusivamente as senhoras e crianças.


Infelizmente, quase que não me é possível trazer o rádio de Amador ligado na viatura quando a minha família está presente... pois tenho medo de a qualquer momento ser presenteado com uma bojarda qualquer de um javardo com um microfone…


Uma grande parte das conversas, têm sempre de ter uma pitada de machismo ou “bitaites” sobre esta ou aquela… Por vezes alguns QSO’s parecem servir até para uma grande parte frustrados provar a sua virilidade através de provocações e comentários menos próprios…Serão a maioria dos Radioamadores uma cambada de depravados, doentes mentais e delinquentes? Ouvem-se constantemente ameaços de pancada, provocações, portadoras intencionais… seremos nós uma classe de arruaceiros?


É raríssimo encontrar um QSO de qualidade, com tema, sem provocações, sem falar mal de fulano ou sicrano, sem falar da mini-saia da menina que vai a passar, sem dizer que está um lindo sol e que com o calor as coisas começam-se a “descascar”, e o que é bom é para se ver.


Após uma pesquisa mais cuidada na Secção de “Trocas e Vendas” do conhecido Site “radioamadores.net”, vejo que uma grande maioria dos Radioamadores, além de não se saberem comportar em frequência, não passam também de analfabetos imbecis, camuflados com indicativos rádio que nem sequer escrever sabem. Os “bons” radioamadores costumam dizer… “se não sabem… não falem”… agora digo eu… “se não sabem, não escrevam”… Se são capazes de pedir a um colega para ajudar a afinar uma antena, uma cavidade, seja o que for, peçam também a alguém para corrigir os textos antes de os publicarem. Pior que tudo, até na Internet há picardias entre Radioamadores!


Por todas estas e mais algumas, tenho cada vez mais de dar o máximo valor e mostrar o meu reconhecimento àqueles que continuam a lutar contra esta maré poluída, que formam bons Radioamadores e que até incentivam crianças a ingressar neste hobby, que se não fosse esta poluição de pessoas mesquinhas e sem interesse, seria uma forma agradável de partilhar, aprender e desenvolver qualquer coisa de bom, mas, que para mim e no actual panorama, não passa em grande parte de um sítio onde os piores se encontrar e chafurdam na mesma pia.


Para mim, o que foi entusiasmo, passou a desinteresse, revolta, passando agora despercebido. Falo no rádio porque gosto de comunicar, mas sem o interesse dos “velhos tempos”, onde os operadores de rádio eram pessoas educadas, cordiais, correctas, partilhando apenas um prazer… o de comunicar.


O Radioamadorismo é cada vez mais um negócio e não um passatempo… é cada vez mais uma forma de exteriorizar frustrações pessoais e não de as colmatar, uma forma de desabafo javardo e não de troca de opiniões… muitas vezes até, uma forma de enaltecer o ego de cada um, e não de se enriquecerem do ponto de vista intelectual, enquanto seres pensantes que são…


As memórias das bandas de Amador nos meus equipamentos têm mais “skips” que outra coisa… porque não quero passar pela vergonha de parar numa dessas frequências quando vou com alguém ao meu lado… este é para mim o panorama triste que temos… claro que alguns dirão que estarei a ser pessimista ou mesmo derrotista, mas não me resta outra alternativa senão o QRT quase sistemático.


Àqueles que me ajudaram, me apoiaram, ensinaram, entusiasmaram e deram longas horas de boas comunicações rádio, que me ajudaram a passar mais depressa uma viagem ou a preencher um momento de tédio… o meu bem-haja… aos que estragam, conspurcam e destroem as bandas de comunicações amadoras, às entidades oficiais que mais parecem estar a ser guiadas por interesses, não nos passando o mínimo de “cavaco”, reservando o seu tempo de operação e actuação para as licenças milionárias de telefonia dos operadores móveis, não posso deixar de sentir a minha legítima revolta e pesar por tão grande incompetência e irresponsabilidade.


Podemos mudar o significado de algumas siglas, podendo quem sabe “CT” passar a ter o significado de “Cambada de Terroristas” ou “Comunicações da Treta”.

Cumprimentos respeitosos

Daniel Leitão  -  CT2GXZ - Micróbio


joao.daniel.leitao@gmail.com ""
# publicada por Francisco Moita @ 9/16/2010 04:35:00 PM


http://terrano-2.blogspot.com/2010/09/artigo-de-opiniao-de-um-radioamador.html

EM QUAIS FREQUENCIAS EU POSSO FALAR COMO RADIOAMADOR CLASSE (C) ??

Na Faixa de 160 metros:

Faixa (kHz) Aplicações
1.800 a 1.850 CW
1.800 a 1.810 CW
1.809 a 1.810 CW Emissões Piloto
1.810 a 1.820 Modos Experimentais e modos não citados nesta faixa. Desde que não
interfiram em segmentos adjacentes.
1.810 a 1.850 Fonia AM e Fonia SSB

Na Faixa de 80 metros
Faixa (kHz) Aplicações
3.500 a 3.800 CW
3.500 a 3.525 CW
3.520 a 3.525 CW Emissões Piloto
3.525 a 3.580 Modos Experimentais e modos não citados nesta faixa. Desde que não interfiram em
segmentos adjacentes.
3.580 a 3.620 Teletipo SSB (prioritário), Fonia AM e Fonia SSB
3.620 a 3.625 Dados SSB
3.625 a 3.780 Fonia AM e Fonia SSB
3.780 a 3.800 Fonia SSB Uso exclusivo para DX

Na Faixa de 40 metros:
7.000 a 7.040 Khz) CW

Na Faixa de 15 metros:
21.000 a 21.150 Khz CW

Na Faixa de 12 metros:
Faixa (kHz) Aplicações
24.890 a 24.990 CW
24.890 a 24.920 CW
24.920 a 24.930 Dados SSB e Teletipo SSB. Demais modos desde que não prejudiquem
modo prioritário ou interfiram em segmentos adjacentes
24.930 CW Emissões Piloto
24.930 a 24.990 Fonia SSB (prioritário), Modos Experimentais e modos não citados nesta faixa.
Demais modos desde que não prejudiquem modo prioritário ou interfiram em segmentos
adjacentes

Na Faixa de 10 metros:
Faixa (kHz) Aplicações
28.000 a 29.700 CW
28.000 a 28.070 CW
28.070 a 28.200 Teletipo SSB
28.120 a 28.200 Dados SSB
28.200 a 28.300 CW Emissões Piloto
28.300 a 28.675 Fonia SSB
28.675 a 28.685 SSTV SSB
28.685 a 28.700 Fonia SSB
28.700 a 29.300 Modos Experimentais (prioritários), Fonia SSB e modos não citados nesta faixa.
(não devem interferir em segmentos adjacentes).
Demais modos desde que não prejudiquem modo prioritário ou interfiram em segmentos
adjacentes
29.300 a 29.510 Autorizados para comunicação via satélite
29.510 a 29.700 FM/PM Simplex ou repetidoras

Na Faixa de 6 metros:
Faixa (kHz) Aplicações
50,00 a 50,10 CW Comunicados em CW e emissões piloto
50,10 a 50,30 Fonia SSB e CW 50,110 Freqüência de chamada
50,30 a 50,60 Todos os modos Desde que não interfiram em segmentos adjacentes
50,60 a 50,80 Todos os Modos menos Fonia. Desde que não interfiram em segmentos adjacentes
50,80 a 51,00 Todos os Modos Rádio controle permitido
51,00 a 51,12 Fonia SSB e CW Janela de DX Pacífico
51,12 a 51,48 Fonia FM/PM Repetidoras (Entradas) saída + 500 kHz
51,50 a 51,60 Fonia FM/PM Simplex
51,62 a 51,98 Fonia FM/PM Repetidoras (Saídas) entrada - 500 kHz
52,00 a 54,00 Todos os modos Desde que não interfiram em segmentos adjacentes

Na Faixa de 2 metros:
 Faixa (kHz) Aplicações
144,000 a 144,050 CW Reflexão lunar em CW prioritário.
Contatos terrestres em CW autorizados desde que não prejudiquem
a atividade prioritária segmento
144,050 a 144,100 CW
144,090 Freqüência de chamada CW.
144,100 a 144,200 Fonia SSB, CW e Teletipo SSB Reflexão lunar e sinais fracos em SSB
e eventuais contatos em CW.
Teletipo SSB desde que não prejudiquem modo prioritário ou
interfiram em segmentos adjacentes.
144,200 a 144,275 Fonia SSB e CW 144.200 freqüência de chamada Fonia SSB.
144,275 a 144,300 CW Emissões piloto.
144,300 a 144,500 Autorizados para comunicação via satélite (prioritário), CW, Fonia
SSB e Fonia FM.
Contatos terrestres em CW e Fonia SSB e Fonia FM desde que não
prejudiquem modo prioritário
ou interfiram em segmentos adjacentes.
144,500 a 144,600 Fonia FM/PM Simplex sinais fracos.
144,600 a 144,900 Fonia FM/PM Entrada de repetidoras, Saída + 600 kHz.
144,900 a 145,100 Dados FM/PM Exclusivo Radio Pacote.
145,100 a 145,200 Fonia FM/PM Simplex sinais fracos.
145,200 a 145,500 Fonia FM/PM Repetidoras (saída). Entrada – 600 kHz.
145,500 a 145,565 Todos os modos. Exceto Radio Pacote.
Modos experimentais prioritários (não devem interferir em
segmentos adjacentes).
Demais modos desde que não prejudiquem modo prioritário ou
interfiram em segmentos adjacentes
145,565 a 145,575 Dados FM/PM Exclusivo APRS
145,575 a 145,800 Todos os modos. Exceto Radio Pacote.
Modos experimentais prioritário (não devem interferir em
segmentos adjacentes).
Demais modos desde que não prejudiquem modo prioritário ou
interfiram em segmentos adjacentes.
145,800 a 146,000 Autorizados para comunicação via satélite.
146,000 a 146,390 Fonia FM/PM Entrada de repetidoras, Saída + 600 kHz.
146,390 a 146,600 Fonia FM/PM Simplex
146,600 a 146,990 Fonia FM/PM Saída de repetidoras, Entrada – 600 kHz
146,990 a 147,400 Fonia FM/PM Saída de repetidoras, Entrada + 600 kHz.
147,400 a 147,590 Fonia FM/PM Simplex
147,590 a 148,000 Fonia FM/PM Entrada de repetidoras, Saída - 600 kHz.

Na Faixa de 1,3 metro:
Faixa (kHz) Aplicações
220,000 a 221,990 Dados FM/PM
222,000 a 222,050 CW Reflexão lunar em CW
222,050 a 222,060 CW Emissões Piloto
222,060 a 222,100 CW 222,100 Freqüência de chamada CW e Fonia SSB
222,100 a 222,150 CW e Fonia SSB Sinais fracos
222,150 a 222,250 CW e Fonia SSB 222,250 a 223,380
Fonia FM/PM Entrada de repetidoras. Saída + 1.600 kHz
223,400 a 223,520 Fonia FM/PM Simplex
223,520 a 223,640 Dados FM/PM
223,640 a 223,700 Fonia FM/PM e Dados FM/PM Links e sinais de controle. Exceto Radio Pacote
223,710 a 223,850 Todos os modos Desde que não prejudiquem segmentos adjacentes.
223,850 a 224,980 Fonia FM/PM Saída de repetidoras. Entrada – 1.600 kHz

Na Faixa de 70 centímetros:

Faixa (kHz) Aplicações
430,00 a 431,00 Todos os modos Exceto Radio Pacote. Modos experimentais prioritários.
Não devem interferir em segmentos adjacentes.
Demais modos desde que não prejudiquem modo prioritário ou interfiram em segmentos
adjacentes.
431,00 a 432,00 Dados FM/PM
432,00 a 432,07 CW Reflexão Lunar
432,07 a 432,10 CW Sinais fracos
432,10 CW e Fonia SSB Freqüência de chamada CW/SSB
432,10 a 432,30 CW e Fonia SSB Sinais fracos
432,30 a 432,40 CW Emissões piloto.
432,40 a 433,00 Fonia SSB e CW
433,00 a 433,50 Fonia FM/PM Simplex
433,50 a 433,60 Dados FM/PM Rádio Pacote / APRS
433,60 a 434,00 Fonia FM/PM Simplex
434,00 a 435,00 Fonia FM/PM Entrada de repetidoras. Saída + 5 MHz
435,00 a 438,00 Autorizados para comunicação via satélite
438,00 a 439,00 Todos os modos Exceto Radio Pacote. Modos experimentais prioritários.
Não devem interferir em segmentos adjacentes.
Demais modos desde que não prejudiquem modo prioritário ou interfiram em segmentos
adjacentes.439,00 a 440,00 Fonia FM/PM Saída de repetidoras. Entrada – 5 MHz

Na Faixa de 33 centímetros:
Faixa (kHz) Aplicações
902,00 a 902,10 CW Reflexão Lunar
902,10 CW e Fonia SSB Freqüência de chamada
902,10 a 902,20 Fonia SSB
902,20 a 903,00 Fonia FM/PM Simplex
903,00 a 903,10 CW e Fonia SSB
903,10 a 903,50 Dados FM/PM
903,50 a 906,00 Todos os modos. Desde que não prejudiquem ou interfiram em segmentos adjacentes.
906,00 a 907,50 Fonia FM/PM Entradas de repetidoras de FM
915,00 a 918,00 Dados FM/PM
918,00 a 921,00 Fonia FM/PM Saídas de repetidoras de FM
921,00 a 927,00 FSTV (todos) ATV (Canal 2)
927,00 a 928,00 Fonia FM/PM FM simplex e links
 
Faixa de 23 centímetros:

Faixa (kHz) Aplicações
1.240-1.260 Todos os modos
1.260-1.270 Autorizados para comunicação via satélite. Freqüências de subida de satélite, referência
WARC '79
1.270-1.276 Fonia FM/PM Entradas de repetidoras, saídas entre 1282 e 1288
1.271-1.283 Par de testes
1.276-1.282 Todos os modos FSTV-AM prioritário; portadora de vídeo 1.277,25 MHz; portadora de
áudio: 1281,75 MHz.
Outros modos desde que não interfiram em segmentos adjacentes.
1.282-1.288 Fonia FM/PM Saídas de repetidoras entradas entre 1270 e 1276
1.288-1.294 FSTV (todos) Emissões experimentais de banda larga, simplex ATV
1.294-1.295 Fonia FM/PM
1294,50 Fonia FM/PM Freqüência nacional de chamada para simplex
1.295 a 1.297 Fonia SSB e CW Comunicações de banda estreita e sinais fracos
1.295-1.295,80 SSTV (todos), Fac-símile (todos) e Modos Experimentais SSTV, FAX, ACSSB, modos
experimentais
1.295,80-1.296,05 CW E Fonia SSB Exclusivamente Reflexão Lunar (EME)
1.296,07-1.296,08 CW Emissões piloto.
1.296,10 CW E Fonia SSB Freqüência de chamada CW e SSB
1.296,40- 1.296,80 CW E Fonia SSB
1.296,80-1.297 Modos experimentais Emissões piloto experimentais (exclusivo)
1.297-1.300 Dados FM Comunicações Digitais

Na Faixa de 13 centímetros:
Faixa (kHz) Aplicações
2.300 a 2.450 Todos os modos autorizados

Na Faixa de 9 centímetros:

Faixa (kHz) Aplicações
3.300 a 3.600 Todos os modos autorizados

Na Faixa de 5 centímetros:
Faixa (kHz) Aplicações
5.650 a 5.920 Todos os modos autorizados

Na Faixa de 3 centímetros:

Faixa (kHz) Aplicações
10,00 a 10,50 Todos os modos autorizados

FONTE DE PESQUISA:
PS7-BL BrazLuciano Natal-RN












9 de nov de 2011

como Localiza Registro de Rádioamdor

acesse esste endereço e veja quem realmente pode praticar o radioamadorismo.
http://sistemas.anatel.gov.br/easp/Novo/ConsultaIndicativo/Tela.asp?SISQSmodulo=11265

Prova para radioamadores

Prova para RADIOMADORES e Mudanças de Classe.
Data: 18 de Dezembro de 2011
Local: Escola Estadual Mons. Walfredo Gurgel
Cidade: Caicó/RN
Nota:
Após os exames das provas haverá uma confraternização no CLUBE DE RADIOAMADORES DO SERIDÓ - CRASE.
Organização:
CRASE - Clube de radioamdores do seridó

INFORMAÇÃO SOBRE PROVA PARA RADIOAMADOR

Informamos a todos que encontra-se aberto na Anatel, inscrições para prova de radioamador.
A prova acontecerá na sede da Anatel, na Av. Rodrigues Alves, quase em frente a Cidade da Criança, em Natal, no dia 19/11/11.
As inscrições estão abertas até o dia 17/11/11, e estão sendo feitas pessoalmente na sede da Anatel, no endereço já citado, com informações pelo telefone 4009-1500

5 de nov de 2011

DIA DO RADIOAMADOR

05 DE NOVEMBRO
 
                 A necessidade inerente aos seres humanos de se comunicar o mais rápido possível levou, em 1835, Samuel Morse a criar um código, que através da interrupção da corrente elétrica com intervalos curtos (pontos) e longos (traços) tornaria possível a comunicação remota entre indivíduos, nascendo a telegrafia, em inglês CW. Este código em homenagem ao seu criador é denominado Código Morse.

                     Com a criação em 1906, nos Estados Unidos da América, de uma rede telegráfica costeira para tráfego operacional, seus operadores, em momentos de folga, a usavam para conversação informal. Esta atividade cada vez mais intensa podemos citar como o início da atividade radioamadorística em telegrafia, que só foi regularizada uma década após.
 
               A comunicação através da palavra humana utilizando as ondas eletromagnéticas de rádio foi inventada pelo brasileiro Padre Roberto Landell de Moura. Convém citar que o rádio inventado pelo italiano Guglielmo Marconi só transmitia e recebia sinais de telegrafia, aqueles criados por Morse.
 
              Alguns autores citam que o gaúcho Landell de Moura começou suas experiências a partir de 1893/4 ainda não comprovado, porém comprovadamente efetuou uma demonstração pública acompanhada, inclusive, por autoridades estrangeiras, no dia 03 de junho de 1900, na cidade de São Paulo, feito noticiado pelo ‘’Jornal do Comércio’’ de 10 de junho de 1900:
 
            ‘’ No Domingo próximo passado, no alto de Santana, cidade de São Paulo, o Padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção, no intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço (...), as quais foram coroadas de brilhante êxito (...) assistiram a esta prova, entre outras pessoas, o Sr. P.C.P. Lupton, representante do Governo britânico, e sua família’’.
 
              As autoridades brasileiras de então e a imprensa não deram valor as experiências de Landell de Moura. Como foi ressaltado pela imprensa no jornal “La voz de España”, editado em São Paulo, do dia 16 de dezembro de 1900. Isto, porém nada o desanimou, sendo que em 09 de março de 1901 obteve para os seus inventos a patente brasileira n° 3.279 e em 11 de outubro de 1904, após muito sacrifício pessoal, a patente n° 771.917, do ‘’The Patent Office of Washington’’, para um transmissor de ondas; em 22 de novembro de 1904, patente n° 775.337 para um telefone sem fio e a de nº 775.846 para um telégrafo sem fio.
 
              As anotações feitas por Roberto Landell de Moura por ocasião de seus estudos e experimentos foram minuciosamente estudadas pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, da antiga TELEBRÁS, tendo se concluído pela validade de suas teorias. Este centro leva o nome de Padre Landell de Moura. Os originais destas anotações estão guardados no Museu Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.
 
             Seus estudos e seus inventos levaram a aparecer outros brasileiros que desejavam transmitir e receber a voz humana emitida de locais cada vez mais distantes. Surgem desta forma os primeiros radioamadores e por não ser uma atividade regulamentada eram considerados clandestinos.
 
             São Paulo e Rio de Janeiro foram os primeiros Estados do Brasil a possuírem radioamadores, seguidos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Pará.
 
             Pesquisas nos indicam que o primeiro radioamador brasileiro foi Lívio Moreira, em 1909. Ele era telegrafista profissional do Departamento de Correios e Telégrafos. Usava o indicativo SB-3IG.
 
             Mais tarde em 1922 surgiu Demócrito Seabra que usava o indicativo SB-2AJ, Seu cartão ostentava as letras WS, abreviatura “wireless station”, nome pelo qual eram denominadas as estações que operavam a bordo de navios. Pouco antes de Demócrito surgiu José Jonotskoff de Almeida Gomes, que operou a estação de “broadcasting” da Westinghouse, instalada no Alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, de onde transmitiu, em 1922, numa demonstração, para o recinto da Exposição do Centenário da Independência do Brasil.
 
             Verificamos que o Radioamadorismo existia no Brasil desde 1909, mas não era regulamentado, naquela época eram perseguidos pelas autoridades, por serem considerados clandestinos em uma atividade que era considerada privativa do Estado, particularmente das Forças Armadas.
 
              Em 05 de novembro de 1924, ou seja, exatamente há setenta e sete anos passados, o Governo Brasileiro pelo Decreto n° 16.657, que passou a legislar sobre o Serviço de Radioamadorismo, reconhece o Radioamadorismo, tirando da clandestinidade os seus praticantes e obrigando-os a submeter-se a exames para obter a sua licença.
 
             Os primeiros exames foram realizados pelo antigo DCT em janeiro de 1925, no Rio de Janeiro, e em fevereiro de 1926, em São Paulo.
 
             Na década de trinta surgem no Brasil duas entidades reunindo estes praticantes: uma em São Paulo e outra na Capital da Republica, o Rio de Janeiro, sendo que em 02 de fevereiro de 1934 estas se uniram e foi criada a LIGA DE AMADORES BRASILEIROS DE RADIOEMISSÃO – LABRE, hoje Confederação Brasileira de Radioamadorismo, como a legitima e única representante dos radioamadores brasileiros, tanto no âmbito nacional como internacional, até os dias de hoje.
 
             Em 29 de junho de 1943, pelo Decreto-Lei nº 5.629, o Governo Brasileiro considerando o trabalho desenvolvido por estes abnegados concidadãos, que sempre que são chamados a colaborar estão prontos e não medem esforços para melhor o fazer, considera os radioamadores reservistas do Exército e da Aeronáutica, reserva especial da Forças Armadas, dando-lhes algumas regalias e considerando a sua entidade, a LABRE, como Associação Civil de Utilidade Pública.
 
             Os tempos passam, as ciências evoluem, mas os Radioamadores continuam a ser aqueles experimentadores científicos e de suas atividades novos inventos vem trazer melhorias para a humanidade.
 
             O correio eletrônico da Internet de hoje nada mais é que uma decorrência das rudimentares estações de ‘’packet radio”, ou simplesmente estações de radio pacote.
 
Muitos gostam de afirmar que a evolução da informática fez diminuir o desenvolvimento do Radioamadorismo, não somos seguidores desta afirmativa muito pelo contrário, aceitamos dizer que esta evolução veio complementar a atividade radioamadorística.
 
O dia 5 de Novembro  foi escolhido para ser  comemorado o Dia do Radioamador Brasileiro por uma decisão unânime do antigo Conselho Federal da LABRE, como preito de gratidão ao Presidente Arthur Bernardes pelo seu Decreto de 1924.
 
          RADIOAMADORISMO é  CIÊNCIA,   ESPORTE e  CULTURA.
 
Ciência: pelos constantes estudos, experimentos e pesquisas dos seus praticantes e, principalmente, pela difusão ininterrupta e constante de seus resultados no nosso próprio meio e mesmo no mundo científico.
 
Esporte: pelas diversas competições existentes, seja de âmbito municipal, estadual, nacional ou internacional, ocasião em que se confrontam esportiva e lealmente indivíduos de todas as camadas sociais e profissionais das sociedades nacional ou internacional. Não se espantem se em breve o radioamadorismo vier a se constituir em uma das modalidades olímpicas.
 
Cultura: pela troca constante de informações das mais diversas naturezas entre seus praticantes, sem, contudo serem abordados assuntos religiosos, políticos e comerciais, salutar entretenimento em que fala sobre a sua localidade (bairro, município, região e país), sua gente, seus costumes, sua língua, seus divertimentos, seus monumentos, seus fatos históricos, sendo que no ano passado, juntamente com a sua co-irmã portuguesa, a Rede de Emissores Portugueses – REP, a LABRE instituiu e distribuiu um maravilhoso diploma comemorativo dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil, com a colaboração do Senado Brasileiro.
 
Podemos afirmar que os praticantes do Radioamadorismo são a melhor e a mais barata mão-de-obra que o País pode contar para complementar ou até mesmo suprir as suas necessidades de comunicações, haja visto a recente Portaria nº 302, de 24 de outubro próximo passado, do Ministério da Integração Nacional criando a Rede Nacional de Emergência de  RadioamadoresRENER, como parte integrante do Sistema Nacional de Defesa Civil – SINDEC, que breve será regulamentada, para tal foi criado um grupo de estudos constituído por integrantes da Defesa Civil e da LABRE.
 
  
Sinto-me envaidecido de estar aqui representando a única entidade reconhecida nacional e internacionalmente como a legitima representante dos radioamadores brasileiros, a LABRE, em nome da qual agradeço a gentileza dos Excelentíssimos Senhores Deputados da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo que com esta Sessão Solene homenageiam àqueles que têm como sentimento maior a preocupação no servir, sendo a sua máxima  ‘’QUEM NÃO VIVE PARA SERVIR, NÃO SERVE PARA VIVER”.
 
Salve o BRASIL. Salve a LABRE. Salve os RADIOAMADORES BRASILEIROS. Assim se expressavam os antigos radioamadores ao término de suas transmissões.  Muito obrigado.
      
 Francisco Ricardo Favilla – PT2RY
Diretor Executivo  - LABRE

Presidente  - LABRE-DF

 

 
Colaboração: IVAN DORNELES RODRIGUES - PY3IDR 
email:  ivanr@cpovo.net 

http://www.radioamador.com/historia/dia05.asp