| PADRE LANDELL DE MOURA, O PRIMEIRO RADIOAMADOR BRASILEIRO | ||
Certamente que todos nós temos uma grande admiração por todos os grandes homens que já passaram pela humanidade e que deixaram sua influência positiva para a espécie humana. Tivemos filósofos, religiosos, poetas, escultores, grandes cientistas em todas as manifestações do saber humano. Muitos viveram poucos anos, passaram pelo planeta Terra tal qual um corpo celeste que corta o firmamento muito rapidamente e que neste gradiente de tempo tão curto, deixam a marca fecunda de seus gênios criativos, cuja criação serve como base para um novo patamar, a partir do qual os que lhes sucedem dão seguimento à construção do saber humano em eterna busca que nunca finda, cada um a seu turno, entregando o bastão ao próximo que lhe segue na roda da existência. Com isso, a cada momento da linha de tempo da humanidade temos uma arquitetura de construção do conhecimento humano em um dado estágio e podemos então ao estudar a vida dessas pessoas, ver como foram enormes os esforços que fizeram para acrescentar um "tijolinho" à essa magnifica construção que é o saber, que se acresce ao patrimônio da humanidade à medida que avança o tempo. Mas... nem sempre aqueles que dedicaram suas vidas à pesquisa e que acabaram por fazer grandes descobertas, receberam os justos créditos de seus esforços. Uma dessas pessoas que por aqui estiveram e que pouco se ouve falar à respeito e que ainda hoje não é devidamente lembrado é um patrício nosso chamadoRoberto Landell de Moura, o padre Landell como gostava de ser chamado. Você sabe quem foi esse patrício nosso? Não?... Pois é. Nos aprendemos nos primeiros anos de escola que o inventor do aparelho transmissor de rádio foi o italiano Guglielmo Marconi. Mas o homem que que conseguiu a primeira transmissão da voz humana, sem auxilio de fios, ou seja pela irradiação de uma onda eletromagnética modulada por um sinal de audio, foi o Padre ROBERTO LANDELL DE MOURA, em 03 de junho de 1900, sendo que a distância entre o aparelho emissor e detetor foi de aproximadamente de 8 quilômetros. Essa foi a primeira demonstração do funcionamento dos aparelhos com presença de autoridades e imprensa. Em 1893 padre Landell já os tinha desenvolvido, mas infelizmente fanáticos religiosos destruiram seus equipamentos e anotações científicas porque o acusavam de ter parte com o demônio. Isso teria possibilitado mais tarde quando requereu as patentes ao U.S.Patent Office, em Washington, a prova de sua anterioridade a qualquer outro equipamento apresentado até então. O aparelho era multifunções e contemplava as funções de telegrafia e também a transmissão do som via Onda Portadora de Luz. Por isso Landell é considerado Precursor das fibras óticas, hoje tão utilizadas para transportar sinais de televisão, comunicação de dados. Os pontos entre os quais ocorreu a transmissão e detecção dos sinais, estavam localizados entre o Bairro de Santana e os altos da Av. Paulista, na cidade de São Paulo, Brasil. Nesta época o que se tinha em termos de comunicação por meios elétricos era o telégrafo por fios, invenção consignada a Samuel Morse (1837), o telefone com fio, de Graham Bell (1876) e a radiotelegrafia de Guglielmo Marconi (1895). O grande desafio era justamente transmitir um sinal de audio sem utilizar fios, feito conseguido pelo padre cientista LANDELL DE MOURA. Pesquisava-se, mas ninguém ainda conseguira obter êxito. O mérito do Padre Landell é ainda maior se considerarmos que desenvolveu tudo sózinho. O Padre Landell era dessas pessoas que além do seu lado místico, religioso, integrava em sua personalidade o gênio teórico, o lado prático para construção de seus aparelhos. Muitos cientistas são grandes teóricos, O Padre Landell integrava a qualidade teórica e prática. Ele era o Cientista, o Engenheiro e o Operário ao mesmo tempo. Um ano depois de sua experiência inédita em nivel mundial, em demonstração pública em São Paulo, padre Landell obteve uma patente brasileira para um "aparelho destinado à transmissão phonética à distância, com fio ou sem fio, através do espaço, da terra e do elemento aquoso". Era o dia 09 de Março de 1901. Consciente de que suas invenções tinham real valor, padre Landell partiu para os Estados Unidos da América, quatro meses depois, com o intuito de patentear os seus aparelhos.Com parcos recursos Padre Landell teve que contar com a ajuda de amigos, como Daniel Tamagno, para levar adiante seu projeto. Apesar de todas as dificuldades que encontrou, Padre Landell conseguiu três cartas patentes: "Transmissor de Ondas" precursor do rádio. Em 11 de Outubro de 1904, "Telefone Sem Fio" e "Telégrafo Sem Fios" em 22 de Novembro de 1904. Ainda naquele ano, ele esboçou outro engenho ligado à vida moderna. Em 20 de Agosto de 1904 um dos documentos que ele batizou de "The Telephotorama ou Visão à distância". Tratava-se da Televisão, que só em 1926, teria sua primeira demonstração pública. Infere-se de alguns de seus manuscritos que alguns dos problemas da videocomunicação já tinham sido resolvidos por êle. Isto permite concluir que o Padre Landell estava pelo menos caminhando para um processo de Transmissão e Recepção de imagens. Ele pode ser considerado, portanto um precursor dessa invenção, ainda que a escassez de documentos não permita saber até que ponto ele chegou nesse projeto. Alguns documentos que foram deixados por ele, foram analisados por técnicos da Telebras, que chegaram à conclusão de que alguns de seus esquemáticos configuram uma tentativa de construir um registrador telegráfico. Isto indica que na pior das hipóteses, Padre Landell pelo menos idealizou controle remoto pelo rádio ou teletipo, invenções que na história oficial ficaram conhecidas respectivamente durante a primeira guerra mundial e em 1928. Com respaldo das patentes norte-americanas em sua bagagem, Padre Landell imaginou que certamente seu destino mudaria. De volta ao Brasil, uma das primeiras coisas que fez foi escrever ao Presidente da República, Rodrigues Alves, a quem solicitou dois navios para demonstrar suas invenções. Um assessor do governo o procurou e Padre Landell informou que desejava entre os navios a maior distância possível, e isto naquele momento, porque no futuro, quando aperfeiçoasse os seus aparelhos, serviriam até para COMUNICAÇÕES INTERPLANETÁRIAS. Mais uma vez o pensamento avançado de Landell não foi compreendido e foi julgado como louco, embora hoje se saiba que sua afirmação não estava absolutamente destituída de fundamento.Em fim, vemos que esse notável homem de ciência foi um dos que não tiveram consignados com a devida consideração a magnitude de seus inventos, sendo que nem seu nome e o nome de seu país de origem aparecem com os legítimos créditos correspondentes aos seus feitos, e certamente lamentamos isso porque sabemos que em outros países seria motivo de grande honra e teriam sempre repetidas homenagens e por conseqüência seriam sempre lembrados. Um país que não pensa em ciência e tecnologia fica para trás. Um pais que não festeja seus grandes nomes da ciência, obviamente não estimula a sua juventude nessa direção. O nosso país é uma mescla de raças. Daqui pode sair o melhor. É uma questão de visão e vontade política. Estas modestas e singelas linhas aqui tem a finalidade de prestar um tributo ao nosso Padre Landell com motivo de justo orgulho! Colhidas aqui e acolá, registramos alguns dados obtidos de uma reportagem publicada em 16/07/88 de um jornal de Porto Alegre e FEPLAM – Fundação Educacional Padre Landell de Moura. O Padre Roberto Landell de Moura nasceu na cidade de Porto Alegre, R.G.do Sul, em 21 de Janeiro de 1861. Foi ordenado padre em Roma em 1886, onde também cursou Física e Química e desenvolveu as primeiras idéias de sua teoria sobre "Unidade das forças físicas e a harmonia do Universo", que nortearia as suas invenções futuras. Interessou-se por "Ciências Fisicas, Químicas e Medicina", além de ter um profundo Sentimento Teológico. Foi seu caráter eclético que o levou a pesquisar e a descobrir que todos os corpos animados ou inanimados são circundados por halos de energia luminosa, invisíveis a olho nu. Há documentos alusivos a essa descoberta datados de 1907. Ele chegou inclusive a fotografar o efeito que na história oficial, seria batisado de "Efeito Kirlian" em 1939, por causa dos trabalhos do casal soviético Semyon e Valentina Kirlian. Os interesses intelectuais de Landell eram múltiplos. Foi um pensador com preocupações com a vida e a morte. Enveredou por estudos que hoje seriam catalogados como temas abordados pela Parapsicologia, e que certamente hoje não teriam a censura da igreja. Recentemente técnicos da CIENTEC reconstruíram um dos aparelhos patenteados por Landell de Moura nos Estados Unidos - no U.S.Patent Office – o "Transmissor de Ondas" que hoje está exposto na FEPLAM - Fundação Educacional Padre Landell de Moura – em Porto Alegre. Constatou-se que o transmissor atinge uma larga faixa de espectro de rádio-freqüências e é captado, inclusive na faixa de F.M.(freqüência modulada). Dentro de suas limitações, o aparelho funciona, o que é uma prova incontestável do talento do Padre Landell. O sacerdote cientista, brasileiro, gaúcho, nascido em Porto Alegre em 28 de Janeiro de 1861, faleceu nesta mesma cidade em 30 de Junho de 1928. Foi um ser inspiradíssimo que viveu adiante de seu tempo. Nestas páginas lhe rendemos nosso tributo. Redigido por: Luiz Neto PS7-BL Braz Luciano de Natal - RN | ||
17 de mai. de 2010
LANDELL DE MOURA
CENTENÁRIO DO RÁDIO
O CENTENÁRIO DO RÁDIO
No dia 12 de dezembro de 1901, o cientista italiano Guglielmo Marconi inaugurava gloriosamente a era das telecomunicações de longa distância por ondas de rádio. É uma data com um enorme significado histórico, pois foi nela em que se estabeleceu, pela primeira vez, comunicação pelo éter entre dois continentes. Um sinal de rádio foi enviado de Poldhu, em Cornwall, na costa oeste da Grã-Bretanha, para St. John, em Newfoundland, no Canadá, atravessando quase que instantâneamente 3.000 km sobre as águas e a atmosfera gelada do Atlântico Norte. Marconi estava em Newfoundland, e ouviu os três pontos típicos do código Morse para a letra "s".
Marconi declarou para a imprensa: "Confirma-se o fato no qual acreditei por tanto tempo: não existe distância na Terra que as comunicações para o rádio não possam conquistar". Ele tinha derrotado as previsões de outros cientistas, que afirmavam que as ondas de rádio, que caminham em linha reta desde o seu ponto de emissão, nunca poderiam alcançar outros pontos localizados a grandes distâncias na superfície da Terra, devido à sua curvatura. Este é o chamado "problema da linha de visada", ou seja, os dois pontos entre os quais se vai fazer a transmissão precisam estar situados na mesma linha reta de visão. É por isso que existem tantas antenas enormes em cima de morros, prédios, etc.: quando mais alta for a antena de transmissão, mais longe ela consegue alcançar com seu sinal. Uma linha de transmissão terrestre pode ser construida, portanto, colocando antenas de retransmissão a distâncias regulares umas das outras, e passando o sinal entre elas. O problema é que isso não dá para fazer nos mares e oceanos e em muitos outros lugares inóspitos da Terra.
Marconi resolveu o problema de uma forma muito simples (mas de resultados imprevisíveis para a época): usando uma freqüência e potência adequadas de transmissão, as ondas de rádio são enviadas pela antena em direção à uma camada da atmosfera chama ionosfera, contra a qual se refletem, descendo novamente em direção à Terra. Como a camada refletora está entre 90 a 320 km de altitude, um simples cálculo geométrico mostra que uma única reflexão é capaz de enviar o sinal a até 5 a 15 mil km de distância. A proeza pode ser prolongada à distância que quisermos, construindo uma estação repetidora no solo, que recebe este sinal e o reenvia para a ionosfera em um novo salto.
A ionosfera tem esse nome pois tem uma alta proporção de átomos de gases ionizados, ou seja, eletrificados através da perda ou ganho de elétrons. As radiações solares são responsáveis por essa ionização, portanto a altitude e capacidade refletiva da ionosfera varia de acordo com a hora do dia (é por isso que as estações de rádio podem ser ouvidas melhor e mais longe à noite do que de dia) e com as condições solares. As erupções solares de radiação eletromagnética que ocorrem periodicamente provocam grandes distúrbios nas radiocomunicações terrestres, por causa disso. Outra coisa: as ondas de rádio usadas para propagação celeste precisam ser de uma determinada faixa de freqüência, que é o número de vezes por segundo que a onda de rádio muda de amplitude. Elas podem ser classificadas, de acordo com essa banda, ou faixa de freqüências, em VLF ("Very Low Frequency"), HF ("High Frequency"), VHF ("Very High Frequency") e UHF ("Ultra High Frequency"). Apenas as ondas de freqüência mais elevadas (que eram chamadas de ondas curtas, como se lembram os entusiastas da escuta de rádio) é que podem ser refletidas dessa maneira, por isso quando uma estação de rádio deseja ter alcance mundial, como a BBC, ou a Voz da América, elas utilizam transmissores superpotentes de ondas curtas. É necessário que o receptor de rádio utilizado seja capaz de receber essas freqüências também, e na minha juventude um rádio de ondas curtas era um objeto de desejo dos adolescentes, tanto quanto um videogame de última geração, hoje em dia. Existe também um limite superior de freqüência para que ocorra a reflexão atmosférica, que pode variar 10 a 50 MHz, dependendo das condições de propagação, e que é chamado de MUF ("Maximum Usable Frequency").
Nesta semana, o mundo todo está prestando suas homenagens a Marconi, que pode ser considerado um dos maiores gênios da Humanidade, um homem de calibre igual ao de Thomas Alva Edison, o inventor da lâmpada elétrica, do fonógrafo e de tantas outras inovações que revolucionaram o final do século XIX e o começo do século XX.
Nascido em 1874, em Bolonha, na Itália, ele não só desenvolveu o método de transmissão de rádio a longa distância, como também foi o inventor dos primeiros aparelhos de rádio-transmissão e rádio-recepção práticos e modernos. Em 1895, utilizando os princípios de geração e transmissão de ondas de rádio descobertas oito anos antes pelo cientista alemão Heinrich Hertz (em cuja homenagem as ondas de rádio são também chamadas de hertzianas, e com uma unidade de medida de freqüência em hertz, ou ciclos por segundo), ele conseguiu construir aparelhos capazes de se comunicarem à distância de 2 km, aproximadamente, na fazenda de sua família, em Pontecchio.
Ele explorou rapidamente as conseqüências de sua invenção: em 1896 ele a patenteou, em 1897 montou uma empresa na Inglaterra, a Marconi Co. (que existe até hoje), e em 1898 instalou a primeira estação de rádio comercial, na ilha de Wight, bem como a primeira fábrica de aparelhos de rádio, em Chelmford. Em 1899 ele instalou transmissores de rádio em navios de guerra britânicos, fez a primeira transmissão entre dois países (entre a Inglaterra e a França, através do Canal da Mancha), e levou triunfantemente sua invenção para os EUA. Entre suas façanhas científicas figuram a invenção da radionavegação por micro-ondas, e a previsão teórica do radar para detecção a distância (em 1922).
Em 1909, sem nunca ter feito um curso superior, Marconi recebeu o prêmio Nobel de Física. Quando faleceu, em 1937, o mundo todo estava interligado pelas ondas de rádio e uma nova era das telecomunicações tinha sido iniciada.
Publicado em: Jornal Correio Popular, Campinas, 14/12/2001 .
Autor: Renato Sabbatini Email: sabbatin@nib.unicamp.br
PS7-BL Braz Luciano de Natal - RN
No dia 12 de dezembro de 1901, o cientista italiano Guglielmo Marconi inaugurava gloriosamente a era das telecomunicações de longa distância por ondas de rádio. É uma data com um enorme significado histórico, pois foi nela em que se estabeleceu, pela primeira vez, comunicação pelo éter entre dois continentes. Um sinal de rádio foi enviado de Poldhu, em Cornwall, na costa oeste da Grã-Bretanha, para St. John, em Newfoundland, no Canadá, atravessando quase que instantâneamente 3.000 km sobre as águas e a atmosfera gelada do Atlântico Norte. Marconi estava em Newfoundland, e ouviu os três pontos típicos do código Morse para a letra "s".
Marconi declarou para a imprensa: "Confirma-se o fato no qual acreditei por tanto tempo: não existe distância na Terra que as comunicações para o rádio não possam conquistar". Ele tinha derrotado as previsões de outros cientistas, que afirmavam que as ondas de rádio, que caminham em linha reta desde o seu ponto de emissão, nunca poderiam alcançar outros pontos localizados a grandes distâncias na superfície da Terra, devido à sua curvatura. Este é o chamado "problema da linha de visada", ou seja, os dois pontos entre os quais se vai fazer a transmissão precisam estar situados na mesma linha reta de visão. É por isso que existem tantas antenas enormes em cima de morros, prédios, etc.: quando mais alta for a antena de transmissão, mais longe ela consegue alcançar com seu sinal. Uma linha de transmissão terrestre pode ser construida, portanto, colocando antenas de retransmissão a distâncias regulares umas das outras, e passando o sinal entre elas. O problema é que isso não dá para fazer nos mares e oceanos e em muitos outros lugares inóspitos da Terra.
Marconi resolveu o problema de uma forma muito simples (mas de resultados imprevisíveis para a época): usando uma freqüência e potência adequadas de transmissão, as ondas de rádio são enviadas pela antena em direção à uma camada da atmosfera chama ionosfera, contra a qual se refletem, descendo novamente em direção à Terra. Como a camada refletora está entre 90 a 320 km de altitude, um simples cálculo geométrico mostra que uma única reflexão é capaz de enviar o sinal a até 5 a 15 mil km de distância. A proeza pode ser prolongada à distância que quisermos, construindo uma estação repetidora no solo, que recebe este sinal e o reenvia para a ionosfera em um novo salto.
A ionosfera tem esse nome pois tem uma alta proporção de átomos de gases ionizados, ou seja, eletrificados através da perda ou ganho de elétrons. As radiações solares são responsáveis por essa ionização, portanto a altitude e capacidade refletiva da ionosfera varia de acordo com a hora do dia (é por isso que as estações de rádio podem ser ouvidas melhor e mais longe à noite do que de dia) e com as condições solares. As erupções solares de radiação eletromagnética que ocorrem periodicamente provocam grandes distúrbios nas radiocomunicações terrestres, por causa disso. Outra coisa: as ondas de rádio usadas para propagação celeste precisam ser de uma determinada faixa de freqüência, que é o número de vezes por segundo que a onda de rádio muda de amplitude. Elas podem ser classificadas, de acordo com essa banda, ou faixa de freqüências, em VLF ("Very Low Frequency"), HF ("High Frequency"), VHF ("Very High Frequency") e UHF ("Ultra High Frequency"). Apenas as ondas de freqüência mais elevadas (que eram chamadas de ondas curtas, como se lembram os entusiastas da escuta de rádio) é que podem ser refletidas dessa maneira, por isso quando uma estação de rádio deseja ter alcance mundial, como a BBC, ou a Voz da América, elas utilizam transmissores superpotentes de ondas curtas. É necessário que o receptor de rádio utilizado seja capaz de receber essas freqüências também, e na minha juventude um rádio de ondas curtas era um objeto de desejo dos adolescentes, tanto quanto um videogame de última geração, hoje em dia. Existe também um limite superior de freqüência para que ocorra a reflexão atmosférica, que pode variar 10 a 50 MHz, dependendo das condições de propagação, e que é chamado de MUF ("Maximum Usable Frequency").
Nesta semana, o mundo todo está prestando suas homenagens a Marconi, que pode ser considerado um dos maiores gênios da Humanidade, um homem de calibre igual ao de Thomas Alva Edison, o inventor da lâmpada elétrica, do fonógrafo e de tantas outras inovações que revolucionaram o final do século XIX e o começo do século XX.
Nascido em 1874, em Bolonha, na Itália, ele não só desenvolveu o método de transmissão de rádio a longa distância, como também foi o inventor dos primeiros aparelhos de rádio-transmissão e rádio-recepção práticos e modernos. Em 1895, utilizando os princípios de geração e transmissão de ondas de rádio descobertas oito anos antes pelo cientista alemão Heinrich Hertz (em cuja homenagem as ondas de rádio são também chamadas de hertzianas, e com uma unidade de medida de freqüência em hertz, ou ciclos por segundo), ele conseguiu construir aparelhos capazes de se comunicarem à distância de 2 km, aproximadamente, na fazenda de sua família, em Pontecchio.
Ele explorou rapidamente as conseqüências de sua invenção: em 1896 ele a patenteou, em 1897 montou uma empresa na Inglaterra, a Marconi Co. (que existe até hoje), e em 1898 instalou a primeira estação de rádio comercial, na ilha de Wight, bem como a primeira fábrica de aparelhos de rádio, em Chelmford. Em 1899 ele instalou transmissores de rádio em navios de guerra britânicos, fez a primeira transmissão entre dois países (entre a Inglaterra e a França, através do Canal da Mancha), e levou triunfantemente sua invenção para os EUA. Entre suas façanhas científicas figuram a invenção da radionavegação por micro-ondas, e a previsão teórica do radar para detecção a distância (em 1922).
Em 1909, sem nunca ter feito um curso superior, Marconi recebeu o prêmio Nobel de Física. Quando faleceu, em 1937, o mundo todo estava interligado pelas ondas de rádio e uma nova era das telecomunicações tinha sido iniciada.
Publicado em: Jornal Correio Popular, Campinas, 14/12/2001 .
Autor: Renato Sabbatini Email: sabbatin@nib.unicamp.br
PS7-BL Braz Luciano de Natal - RN
DX SEM MISTÉRIOS
O MAIOR PRAZER DO RADIOAMADOR CONSISTE EM CONTATAR A ESTAÇÃO MAIS DISTANTE IMAGINÁVEL COM A MENOR POTÊNCIA POSSÍVEL.
Com as comunicações telefônicas facilitadas o radioamador gasta menos tempo tentando passar recados para lugares incomunicáveis por outros meios. Esse tempo tem sido empregado na pesquisa de sistemas irradiantes mais eficientes e modalidades digitais que lhe possibilitam contatos à distâncias cada vez maiores com a menor potência possível.
Contatos à Distância - DX - Sem Mistérios
Sei que há muitos colegas que se sentem inibidos para a operação de DX. Os argumentos, ou desculpas, são vários:
não sei falar inglês, não vou chegar lá, e se o colega sai lascando um diálogo em inglês, como vou fazer se não tenho desenvoltura para a conversação? Ou a máxima que mais se ouve na faixa: "... para fazer DX é preciso ter um potente amplificador linear." Enfim, inventam-se barreiras tentando justificar que primeiro devo
aprender para depois fazer DX. De fato, há uma forma operacional diferenciada no DX, porém nada que não se possa rapidamente assimilar, escutando, escutando e escutando. Mas só escutar (corujar) não nos levará a lugar algum. Temos é que enfrentar o tal de DX. E aí realmente não têm mistérios.
A primeira verdade é que se você escuta o colega de DX, há grandes possibilidades de você também chegar até ele. Sem dúvidas que uma antena de alto rendimento, bem casada com nosso equipamento é decisivo. É claro que o amplificador linear poderá empurrá-lo mais longe, mas ele não lhe garante que você escutará estações que estejam operando DX. Lógico que um filtro DSP ativo melhorá a inteligibilidade dos sinais, mas não a sensibilidade de recepção.
Na verdade continua valendo a máxima do radioamadorismo:
"Mais vale um receptor sensível do que um transmissor potente."
Com relação ao domínio da língua inglesa, não se preocupe, há uma infinidade de radioamadores pelo mundo todo, que não têm capacidade de travar um diálogo em inglês e... fazem DX valendo-se dos Códigos "Q" e o fonético internacional. Se você chamou CQ DX e foi contestado e o outro radioamador começa um diálogo que você não entende nada, seja coerente, pois o objetivo do contato não é Você ou o Colega, e sim o comunicado entre as Estações, e quando ele lhe passar a palavra.
Diga-lhe seu QRA e QTH: ... my name is JOEL (ou outro) and QTH is LAJEADO (ou outro).
Se souber sua localização GRID LOCATOR diga-lhe após o QTH: Locator GG40FR (ou outro);
Dê-lhe sua reportagem: ... your "RST" is ... 579 (ou outra), dizendo em inglês "five-seven-nine", repita ;
Agradeça o contato: ... thank's for this nice QSO,
Solicite o cartão QSL via bureau (ou outro modo): ... My QSL card OK via Bureau;
Despeça-se do colega: ... All the best, seventy-three (73) and bye, bye!
Certifique-se de que você anotou corretamente o Indicativo do Colega com quem manteve o contato e que ele também tenha anotado corretamente o seu. Anote como enviar seu QSL, se via bureau, direto ou através de um "manager" (colega responsável pelo gerenciamento de QSLs de muitas estações em todo o mundo).
Pegando gosto pela coisa é certo que você irá adquirir uma fonte para localizar os colegas no mundo, hoje largamente facilitado em CD-ROM, seja o Callbook, QRZ, Buckmaster, etc... Lá você também encontrará listagem de "managers". Regra de ouro: escute, procure, conteste, registre o contato e envie o QSL. Quando você menos espera, passa de caçador a caçado, vai para o "spot dos clusters" (estações que estão no ar naquele exato momento e as respectivas freqüências) e aí é aquele festival. O "pile-up" (fila em ordem de chegada) é a decorrência natural. Todos querem contatar com sua estação. Não fuja! Em meio àquela balburdia, algum conjunto de letras você vai conseguir identificar. Coloque ordem na fila chamando pela estação da vez, dizendo only...OA9XYZ (ou outro) que você identificou; seja educado, não se esqueça do complemento mágico em qualquer idioma: ... POR FAVOR, então diga... PLEASE only OA9XYZ (ou outro). Aí ocorre a maravilha da disciplina que nos enternece. Você comanda o espetáculo. Vem só aquela estação que você chamou. Anote confortavelmente, porque depois começa tudo novamente até você ter anotado todas as estações.
É claro que nas primeiras oportunidades ficamos nervosos, suados e munhecamos. Mas todos nós iniciamos algum dia em alguma atividade. Ninguém nasceu sabendo fazer DX e a cada contato aprendemos mais conteúdo e macetes.
Quem sabe logo adiante sua estação estará participando de CONTESTES Internacionais. Num primeiro momento não entre para competir, apenas para testar a eficiência de sua estação e sua eficácia como operador. Lembre-se que PY ainda é figura rara em contestes internacionais. Portanto, outras estações estarão interessadas no multiplicador que você atribuirá a elas. Assim lhe escutarão e contestarão de qualquer maneira. Importante é conhecer as regras específicas daquele Conteste e, por favor, não se esqueça de enviar o LOG (relação dos contatos efetuados com QRZ, QTR UTC e RST) ao organizador/patrocinador do evento. Mesmo que tenha feito 1000, 100 ou somente 10 contatos.
Portanto, mãos ao PTT, ao manipulador ou ao teclado do computador. E bons DX !!!
Redigido por Joel PY3KT
Com as comunicações telefônicas facilitadas o radioamador gasta menos tempo tentando passar recados para lugares incomunicáveis por outros meios. Esse tempo tem sido empregado na pesquisa de sistemas irradiantes mais eficientes e modalidades digitais que lhe possibilitam contatos à distâncias cada vez maiores com a menor potência possível.
Contatos à Distância - DX - Sem Mistérios
Sei que há muitos colegas que se sentem inibidos para a operação de DX. Os argumentos, ou desculpas, são vários:
não sei falar inglês, não vou chegar lá, e se o colega sai lascando um diálogo em inglês, como vou fazer se não tenho desenvoltura para a conversação? Ou a máxima que mais se ouve na faixa: "... para fazer DX é preciso ter um potente amplificador linear." Enfim, inventam-se barreiras tentando justificar que primeiro devo
aprender para depois fazer DX. De fato, há uma forma operacional diferenciada no DX, porém nada que não se possa rapidamente assimilar, escutando, escutando e escutando. Mas só escutar (corujar) não nos levará a lugar algum. Temos é que enfrentar o tal de DX. E aí realmente não têm mistérios.
A primeira verdade é que se você escuta o colega de DX, há grandes possibilidades de você também chegar até ele. Sem dúvidas que uma antena de alto rendimento, bem casada com nosso equipamento é decisivo. É claro que o amplificador linear poderá empurrá-lo mais longe, mas ele não lhe garante que você escutará estações que estejam operando DX. Lógico que um filtro DSP ativo melhorá a inteligibilidade dos sinais, mas não a sensibilidade de recepção.
Na verdade continua valendo a máxima do radioamadorismo:
"Mais vale um receptor sensível do que um transmissor potente."
Com relação ao domínio da língua inglesa, não se preocupe, há uma infinidade de radioamadores pelo mundo todo, que não têm capacidade de travar um diálogo em inglês e... fazem DX valendo-se dos Códigos "Q" e o fonético internacional. Se você chamou CQ DX e foi contestado e o outro radioamador começa um diálogo que você não entende nada, seja coerente, pois o objetivo do contato não é Você ou o Colega, e sim o comunicado entre as Estações, e quando ele lhe passar a palavra.
Diga-lhe seu QRA e QTH: ... my name is JOEL (ou outro) and QTH is LAJEADO (ou outro).
Se souber sua localização GRID LOCATOR diga-lhe após o QTH: Locator GG40FR (ou outro);
Dê-lhe sua reportagem: ... your "RST" is ... 579 (ou outra), dizendo em inglês "five-seven-nine", repita ;
Agradeça o contato: ... thank's for this nice QSO,
Solicite o cartão QSL via bureau (ou outro modo): ... My QSL card OK via Bureau;
Despeça-se do colega: ... All the best, seventy-three (73) and bye, bye!
Certifique-se de que você anotou corretamente o Indicativo do Colega com quem manteve o contato e que ele também tenha anotado corretamente o seu. Anote como enviar seu QSL, se via bureau, direto ou através de um "manager" (colega responsável pelo gerenciamento de QSLs de muitas estações em todo o mundo).
Pegando gosto pela coisa é certo que você irá adquirir uma fonte para localizar os colegas no mundo, hoje largamente facilitado em CD-ROM, seja o Callbook, QRZ, Buckmaster, etc... Lá você também encontrará listagem de "managers". Regra de ouro: escute, procure, conteste, registre o contato e envie o QSL. Quando você menos espera, passa de caçador a caçado, vai para o "spot dos clusters" (estações que estão no ar naquele exato momento e as respectivas freqüências) e aí é aquele festival. O "pile-up" (fila em ordem de chegada) é a decorrência natural. Todos querem contatar com sua estação. Não fuja! Em meio àquela balburdia, algum conjunto de letras você vai conseguir identificar. Coloque ordem na fila chamando pela estação da vez, dizendo only...OA9XYZ (ou outro) que você identificou; seja educado, não se esqueça do complemento mágico em qualquer idioma: ... POR FAVOR, então diga... PLEASE only OA9XYZ (ou outro). Aí ocorre a maravilha da disciplina que nos enternece. Você comanda o espetáculo. Vem só aquela estação que você chamou. Anote confortavelmente, porque depois começa tudo novamente até você ter anotado todas as estações.
É claro que nas primeiras oportunidades ficamos nervosos, suados e munhecamos. Mas todos nós iniciamos algum dia em alguma atividade. Ninguém nasceu sabendo fazer DX e a cada contato aprendemos mais conteúdo e macetes.
Quem sabe logo adiante sua estação estará participando de CONTESTES Internacionais. Num primeiro momento não entre para competir, apenas para testar a eficiência de sua estação e sua eficácia como operador. Lembre-se que PY ainda é figura rara em contestes internacionais. Portanto, outras estações estarão interessadas no multiplicador que você atribuirá a elas. Assim lhe escutarão e contestarão de qualquer maneira. Importante é conhecer as regras específicas daquele Conteste e, por favor, não se esqueça de enviar o LOG (relação dos contatos efetuados com QRZ, QTR UTC e RST) ao organizador/patrocinador do evento. Mesmo que tenha feito 1000, 100 ou somente 10 contatos.
Portanto, mãos ao PTT, ao manipulador ou ao teclado do computador. E bons DX !!!
Redigido por Joel PY3KT
3 de mai. de 2010
Estou sendo fiscalizado! E agora?
É vida de radioamador é complicado!! Trabalho, filhos, esposa, sogra, e por ai vai. Muitas vezes e sem querer acabamos causando algum tipo de interferência a esse ou aquele vizinho ou até mesmo dentro de nossa casa. Nada como uma boa conversa para se chegar a uma solução amigável, mas sempre tem aquele vizinho chato, pentelho que não conhece nosso hobby e tem na sua pequenina cabecinha que o radioamador só causa interferência em sua televisão e que ele não está mais conseguindo assistir a novela das oitos!
Ai pinta a brilhante idéia!!!!
- Vou acabar com meus problemas! Alo!! aqui é o Fulano, eu gostaria de denunciar uma radio.. radioamador, aqui perto tem um cara com umas antenas enormes em cima do telhado e vive saindo na minha televisão, no aparelho de som, acho que é uma radio pirata!!
O outro lado responde:
- Pois não Sr. Fulano, me passe ai o endereço desse Sr.
Ai ele passa todas a informações e fica lá torcendo para eles virem rápido (e acreditem... eles vêem rapinho)
Num belo dia, sem ao menos que se espera, bate em sua porta, eles!! os fiscais, devidamente parlamentado, malas, freqüêncimetros, rolinho de arame (para lacrar seu radio, sua antena, etc), lacre amarelão! carteira de fiscal numa mão e a denúncia na outra.
E o radioamador:
- E agora!!! ta tudo acabado!!! Vou morrer!!! Já era!!!
Calma, calma, calma!!! muita calma nessa hora.
Abaixo segue algumas dicas de como se proceder numa fiscalização:
- Nunca deixe de receber os fiscais bem, trate-os com educação e respeito;
- Tenha em mãos sua licença, seu coer, o recibo do fistel pago;
- Tenha em mãos recibos e nota fiscal do radio, notas fiscais das antenas, cabos coaxiais, conectores, etc (melhor pecar por excesso do que por falta!!);
- Tenha uma cópia da certificação e homologação dos seus equipamentos, facilita o trabalho do fiscal;
- Certifique-se antes que todos seus equipamentos operem dentro da faixa de freqüência e potência permitida para sua classe (NADA DE RÁDIO ABERTO).
- Seje cortês com o fiscal (sei que nessa hora da vontade de pular no pescoço do cara, mas temos que respeitar o trabalho dele), faça todos os testes necessários e solicitados pelo fiscal;
- Agora com relação a interferência, procure no ato da fiscalização comprovar junto ao denunciante se realmente você está atrapalhando sua novela, então faça uma transmissão e gentilmente, eu disse gentilmente solicite que o fiscal se dirija a residência do seu vizinho (o pentelho) para verificar se realmente você está saindo no aparelho de som, na televisão, no telefone, etc. etc.
Agora se seus equipamentos não forem certificados e homologados... hummm.... cuidado! A rapadura é doce, mas não é mole não!! Se sua estação está nessa condição, sugiro (se você quiser fazer o que está escrito ai embaixo, é problema seu!!):
- Peça para Xtal atender a porta e educadamente informar aos fiscais que o responsável pela estação não está no momento e encarecidamente solicite que voltem ou agendem outra visita ou...
diga que não mora na casa, que só está tomando conta, que nem sabe para que serve aquelas antenas e rádios e que sem a permissão do dono (na verdade ele é o dono de toda a parafernalha, radio, lineares, atenas, etc) eles não podem fiscalizar e que voltem e outro dia...
Pirata e clandestinos... não são incomodados....
Já os radioamadores....
Bom voltemos ao nosso radioamador desavidado!!!
- Após a Xtal despachar(não confundam com despacho de macumba!) os fiscais, procure dar uma ordem na sua estação, organizando rádios, recibos, licença, coer, fistel, etc.
- Se a Xtal não conseguir despachar os fiscais e seus rádios estiverem com a homologação e certificação vencida, de um jeito de guarda-los, se na hora não tiver como, então convide os fiscais para tomarem um café, um suco(se puder... coloque um pouquinho de laxante no suco.....), ofereça um pão de queijo (tipo borracha mesmo...), um lanchinho (pode ser pão com epa!) enquanto isso sua Xtal, seu filho ou sua sogra guardam tudo no armário e bem escondido(mas nesse caso, um bom treino antes com a turma vale muito a pena!!! ensina-los desconectar os cabos, antenas, fonte, etc);
- Feito isso, e após o cafezinho, encaminhe os fiscais até sua estação e se perguntado dos equipamentos, diga que foi vendido, pois estava precisando de QSJ (diga que é dinheiro, se não eles não entendem), e que as antenas também serão vendidas posteriormente.
Finda a fiscalização bate aquela vontade de colocar a estação no ar novamente, então procure adquirir somente equipamentos devidamente homologado e certificado.
Não se iluda com o que muitos apregoam por ai o tal direito adquirido. Se seus rádios não forem certificados ou homologados, procure outros colegas radioamadores que tenham equipamento igual ao seu e rateie os custos de homologação e certificação.
Procure resolver todas as interferências amigavelmente; sempre tenha seus equipamentos operando dentro da faixa e potência permitida de acordo com sua licença; de vez enquando sai perguntando aos seus vizinhos se você esta causando alguma interferência em seus aparelhos e se prontifique para resolvê-las.
Espero com essas poucas palavras, te-lo ajudado de alguma forma.
Postado por: Gerson Motareli
Ai pinta a brilhante idéia!!!!
- Vou acabar com meus problemas! Alo!! aqui é o Fulano, eu gostaria de denunciar uma radio.. radioamador, aqui perto tem um cara com umas antenas enormes em cima do telhado e vive saindo na minha televisão, no aparelho de som, acho que é uma radio pirata!!
O outro lado responde:
- Pois não Sr. Fulano, me passe ai o endereço desse Sr.
Ai ele passa todas a informações e fica lá torcendo para eles virem rápido (e acreditem... eles vêem rapinho)
Num belo dia, sem ao menos que se espera, bate em sua porta, eles!! os fiscais, devidamente parlamentado, malas, freqüêncimetros, rolinho de arame (para lacrar seu radio, sua antena, etc), lacre amarelão! carteira de fiscal numa mão e a denúncia na outra.
E o radioamador:
- E agora!!! ta tudo acabado!!! Vou morrer!!! Já era!!!
Calma, calma, calma!!! muita calma nessa hora.
Abaixo segue algumas dicas de como se proceder numa fiscalização:
- Nunca deixe de receber os fiscais bem, trate-os com educação e respeito;
- Tenha em mãos sua licença, seu coer, o recibo do fistel pago;
- Tenha em mãos recibos e nota fiscal do radio, notas fiscais das antenas, cabos coaxiais, conectores, etc (melhor pecar por excesso do que por falta!!);
- Tenha uma cópia da certificação e homologação dos seus equipamentos, facilita o trabalho do fiscal;
- Certifique-se antes que todos seus equipamentos operem dentro da faixa de freqüência e potência permitida para sua classe (NADA DE RÁDIO ABERTO).
- Seje cortês com o fiscal (sei que nessa hora da vontade de pular no pescoço do cara, mas temos que respeitar o trabalho dele), faça todos os testes necessários e solicitados pelo fiscal;
- Agora com relação a interferência, procure no ato da fiscalização comprovar junto ao denunciante se realmente você está atrapalhando sua novela, então faça uma transmissão e gentilmente, eu disse gentilmente solicite que o fiscal se dirija a residência do seu vizinho (o pentelho) para verificar se realmente você está saindo no aparelho de som, na televisão, no telefone, etc. etc.
Agora se seus equipamentos não forem certificados e homologados... hummm.... cuidado! A rapadura é doce, mas não é mole não!! Se sua estação está nessa condição, sugiro (se você quiser fazer o que está escrito ai embaixo, é problema seu!!):
- Peça para Xtal atender a porta e educadamente informar aos fiscais que o responsável pela estação não está no momento e encarecidamente solicite que voltem ou agendem outra visita ou...
diga que não mora na casa, que só está tomando conta, que nem sabe para que serve aquelas antenas e rádios e que sem a permissão do dono (na verdade ele é o dono de toda a parafernalha, radio, lineares, atenas, etc) eles não podem fiscalizar e que voltem e outro dia...
Pirata e clandestinos... não são incomodados....
Já os radioamadores....
Bom voltemos ao nosso radioamador desavidado!!!
- Após a Xtal despachar(não confundam com despacho de macumba!) os fiscais, procure dar uma ordem na sua estação, organizando rádios, recibos, licença, coer, fistel, etc.
- Se a Xtal não conseguir despachar os fiscais e seus rádios estiverem com a homologação e certificação vencida, de um jeito de guarda-los, se na hora não tiver como, então convide os fiscais para tomarem um café, um suco(se puder... coloque um pouquinho de laxante no suco.....), ofereça um pão de queijo (tipo borracha mesmo...), um lanchinho (pode ser pão com epa!) enquanto isso sua Xtal, seu filho ou sua sogra guardam tudo no armário e bem escondido(mas nesse caso, um bom treino antes com a turma vale muito a pena!!! ensina-los desconectar os cabos, antenas, fonte, etc);
- Feito isso, e após o cafezinho, encaminhe os fiscais até sua estação e se perguntado dos equipamentos, diga que foi vendido, pois estava precisando de QSJ (diga que é dinheiro, se não eles não entendem), e que as antenas também serão vendidas posteriormente.
Finda a fiscalização bate aquela vontade de colocar a estação no ar novamente, então procure adquirir somente equipamentos devidamente homologado e certificado.
Não se iluda com o que muitos apregoam por ai o tal direito adquirido. Se seus rádios não forem certificados ou homologados, procure outros colegas radioamadores que tenham equipamento igual ao seu e rateie os custos de homologação e certificação.
Procure resolver todas as interferências amigavelmente; sempre tenha seus equipamentos operando dentro da faixa e potência permitida de acordo com sua licença; de vez enquando sai perguntando aos seus vizinhos se você esta causando alguma interferência em seus aparelhos e se prontifique para resolvê-las.
Espero com essas poucas palavras, te-lo ajudado de alguma forma.
Postado por: Gerson Motareli
A HISTÓRIA DO RÁDIO
A história do Rádio se confunde com a história de vários personagens que contribuíram para que hoje possamos ligar a nossa TV em casa e assistir um programa que está sendo transmitido ao vivo por exemplo do Japão.
Desde Willian Gilbert quando no ano de 1600 inventa o eletroscópio realizando estudos sobre magnetismo até Lee De Forest o qual é atribuído a primeira transmissão de ópera pelo rádio, dezenas de pessoas ao longo de centenas de anos, participaram desta descoberta que revolucionou o século vinte, aproximando, divertindo, informando e salvando milhões de pessoas ao redor do mundo.
Não podemos deixar de mencionar Michael Faraday, grande sábio inglês que descobriu em 1831 a indução magnética assim como a grande contribuição dada por James C. Maxwell que descobriu matematicamente a existência das ondas eletromagnéticas, diferente somente em tamanho, das ondas de luz, mas com a mesma velocidade ( 300.000 ) trezentos mil quilômetros por segundo.
Outro personagem que marcou a história das comunicações foi Thomas A. Edison quando em 1880 descobriu que colocando-se em uma ampulheta de cristal um filamento e uma placa de metal separadas entre si e ligando-se o filamento ao negativo de uma bateria e a placa ao positivo, constatava-se a passagem de uma corrente elétrica da placa para o filamento e nunca em sentido contrário.
Grande contribuição foi dada pelo professor alemão Henrich Rudolph Hertz que comprovou na prática em 1890 a existência das ondas eletromagnéticas, chamadas hoje de "ONDAS DE RÁDIO". Suas experiências basearam-se na teoria de Maxwell.
Hertz descobriu que ao fazer saltar uma chispa em seu aparelho oscilador, saltavam tambem chispas entre as pontas de um arco de metal colocado a certa distância denominado resonador. Hertz demonstrou com essa experiência que as ondas eletromagnéticas tem a mesma velocidade que as ondas de luz. Em sua homenagem, as ondas de rádio passam a ser chamadas de "Ondas Hertzianas" , usando-se tambem o "HERTZ"como unidade de freqüência.
Muitos personagens da história do rádio contribuíram para o aperfeiçoamento da transmissão e recepção dos sinais eletromagnéticos. Assim temos o Professor Pupim que em 1887 descobriu a "Sintonia Elétrica" usada em quase todos os aparelhos de rádio, Branly que em 1892 descobriu seu famoso 'COHESOR", Popoff que idealizou uma forma de agregar um vibrador elétrico ao cohesor de Branly melhorando seu funcionamento.
Eis que surge em 1896 Guglielmo Marconi, utilizando um oscilador tipo "Hertz" e um cohesor de "Branly-Popoff", realizando a transmissão e recepção de sinais a pequena distância.
Marconi colocou em prática as teorias, idéias e descobertas de Faraday, Maxwell, Edison, Hertz, Branly e Popoff.
Corria o final do século 19 e grandes descobertas estavam sendo realizadas em curto intervalo de tempo em todo o mundo no campo das comunicações envolvendo a perspectiva de ganho de grandes fortunas assim como o interesse de certos países em manter em segredo para uso militar, os inventos de seus cientistas e pesquisadores. Desta forma é muito difícil afirmar com absoluta certeza quem foi o inventor do Rádio.
Existe uma corrente mundial que concede esse crédito a Guglielmo Marconi, porem não podemos nos esquecer do físico russo Alexander Stepanovitch Popov ( 1859-1906 ) que no dia 7 de maio de 1895, transmitiu, recebeu e decifrou a primeira mensagem telegráfica sem fios com sucesso. O cientista russo Alexander Popov tinha enviado uma mensagem de um navio da Marinha russa distante 30 milhas no mar, para seu laboratório em St. Petersburg, Rússia. Era um feito incrível, mas o mundo não tomou conhecimento. A intenção da Marinha russa era monopolizar esta tecnologia poderosa, incitando Popov a não dar qualquer notícias de suas descobertas.
Considerado como um fantástico segredo de estado, Popov perde qualquer chance de fama mundial.
Comete-se uma injustiça a um cientista brasileiro, predecessor de Marconi e de outros.
Padre Roberto Landell de Moura, gaúcho, nascido em 21 de janeiro de 1861.
O padre-cientista, construiu diversos aparelhos que expôs ao público na capital paulista em 1893, tais como:
- o Teleauxiofono ( telefonia com fio )
- o Caleofono ( telefonia com fio )
- o Anematófono ( telefonia sem fio )
- o Teletiton ( telegrafia fonética, sem fio, com o qual duas pessoas podem comunicar-se sem serem ouvidas por outras )
- o Edífono ( destinado a ducificar e depurar as vibrações parasitas da voz fonografada, reproduzindo-a ao natural )
Nesta ocasião, estabeleceu os príncipios básicos em que se fundamentaria todo o progresso e a evolução das comunicações, tal como conhecemos hoje.
Suas teses, firmadas antes de 1890, previram a "telegrafia sem fio", a "radiotelefonia", a "radiodifusão", os "satélites de comunicações" e os "raios laser".
No ano de 1900, enquanto o grande feito de Marconi não ultrapassava a distância de 24 quilômetros, o Padre Landell de Moura obtinha do governo brasileiro a carta patente nº 3279, reconhecendo-lhe os méritos de pioneirismo científico, universal, na área das telecomunicações.
Em 1901, o Padre Landell de Moura, embarcou para os Estados Unidos e em fins de 1904, o The Patent Office at Washington concedeu-lhe três cartas patentes: para o telégrafo sem fio, para o telefone sem fio e para o transmissor de ondas sonoras.
Poderia se considerar o Padre Landell de Moura o precursor nas transmissões de vozes e ruídos outros. Suas patentes afirmam isso.
No século vinte, acontece o grande salto nas descobertas e modernização, quando em 1904 John Ambrose Fleming, grande cientista britânico inventa a válvula elementar, conhecida como "Válvula de Fleming" que era constituída de Placa e Filamento.
Baseado nas descobertas de Fleming, o Dr. Lee De Forest constrói em 1905 a válvula Audion que transformou por completo a indústria do rádio. Essa válvula se compunha de Filamento, Placa e Grade, substituindo os transmissores de chispas de Marconi por essa nova tecnologia. Assim, transmitia-se não só os sinais como tambem a voz e a música pelas ondas Hertzianas.
Coube a De Forets a honra de ter sido o primeiro a transmitir música de ópera pelo rádio diretamente de sua estação na California. Ele foi o primeiro a transmitir programas humorísticos pelo rádio.
Com o fim da 1a Guerra Mundial, a indústria americana Westinghouse ficou com um grande estoque de aparelhos de rádio fabricados para as tropas na guerra.
A radiodifusão nasceu meio por acaso, quando instalou-se uma grande antena no pátio da fábrica para transmitir música, e por meio desse "Marketing", comercializar os aparelhos "encalhados" para os habitantes do bairro.
Tem desta forma a Westinghouse Eletric Co. a honra de ter promovido a primeira difusora comercial do mundo que foi a bem conhecida "K. D. K. A." de Pitisburgh. Ela começou a funcionar regularmente em 1920 e daí dia após dia vem aumentando cada vez mais o número de estações de rádio pelo mundo.
Autor: João Mello
Enviado por: PY3PO J. Barbosa
Desde Willian Gilbert quando no ano de 1600 inventa o eletroscópio realizando estudos sobre magnetismo até Lee De Forest o qual é atribuído a primeira transmissão de ópera pelo rádio, dezenas de pessoas ao longo de centenas de anos, participaram desta descoberta que revolucionou o século vinte, aproximando, divertindo, informando e salvando milhões de pessoas ao redor do mundo.
Não podemos deixar de mencionar Michael Faraday, grande sábio inglês que descobriu em 1831 a indução magnética assim como a grande contribuição dada por James C. Maxwell que descobriu matematicamente a existência das ondas eletromagnéticas, diferente somente em tamanho, das ondas de luz, mas com a mesma velocidade ( 300.000 ) trezentos mil quilômetros por segundo.
Outro personagem que marcou a história das comunicações foi Thomas A. Edison quando em 1880 descobriu que colocando-se em uma ampulheta de cristal um filamento e uma placa de metal separadas entre si e ligando-se o filamento ao negativo de uma bateria e a placa ao positivo, constatava-se a passagem de uma corrente elétrica da placa para o filamento e nunca em sentido contrário.
Grande contribuição foi dada pelo professor alemão Henrich Rudolph Hertz que comprovou na prática em 1890 a existência das ondas eletromagnéticas, chamadas hoje de "ONDAS DE RÁDIO". Suas experiências basearam-se na teoria de Maxwell.
Hertz descobriu que ao fazer saltar uma chispa em seu aparelho oscilador, saltavam tambem chispas entre as pontas de um arco de metal colocado a certa distância denominado resonador. Hertz demonstrou com essa experiência que as ondas eletromagnéticas tem a mesma velocidade que as ondas de luz. Em sua homenagem, as ondas de rádio passam a ser chamadas de "Ondas Hertzianas" , usando-se tambem o "HERTZ"como unidade de freqüência.
Muitos personagens da história do rádio contribuíram para o aperfeiçoamento da transmissão e recepção dos sinais eletromagnéticos. Assim temos o Professor Pupim que em 1887 descobriu a "Sintonia Elétrica" usada em quase todos os aparelhos de rádio, Branly que em 1892 descobriu seu famoso 'COHESOR", Popoff que idealizou uma forma de agregar um vibrador elétrico ao cohesor de Branly melhorando seu funcionamento.
Eis que surge em 1896 Guglielmo Marconi, utilizando um oscilador tipo "Hertz" e um cohesor de "Branly-Popoff", realizando a transmissão e recepção de sinais a pequena distância.
Marconi colocou em prática as teorias, idéias e descobertas de Faraday, Maxwell, Edison, Hertz, Branly e Popoff.
Corria o final do século 19 e grandes descobertas estavam sendo realizadas em curto intervalo de tempo em todo o mundo no campo das comunicações envolvendo a perspectiva de ganho de grandes fortunas assim como o interesse de certos países em manter em segredo para uso militar, os inventos de seus cientistas e pesquisadores. Desta forma é muito difícil afirmar com absoluta certeza quem foi o inventor do Rádio.
Existe uma corrente mundial que concede esse crédito a Guglielmo Marconi, porem não podemos nos esquecer do físico russo Alexander Stepanovitch Popov ( 1859-1906 ) que no dia 7 de maio de 1895, transmitiu, recebeu e decifrou a primeira mensagem telegráfica sem fios com sucesso. O cientista russo Alexander Popov tinha enviado uma mensagem de um navio da Marinha russa distante 30 milhas no mar, para seu laboratório em St. Petersburg, Rússia. Era um feito incrível, mas o mundo não tomou conhecimento. A intenção da Marinha russa era monopolizar esta tecnologia poderosa, incitando Popov a não dar qualquer notícias de suas descobertas.
Considerado como um fantástico segredo de estado, Popov perde qualquer chance de fama mundial.
Comete-se uma injustiça a um cientista brasileiro, predecessor de Marconi e de outros.
Padre Roberto Landell de Moura, gaúcho, nascido em 21 de janeiro de 1861.
O padre-cientista, construiu diversos aparelhos que expôs ao público na capital paulista em 1893, tais como:
- o Teleauxiofono ( telefonia com fio )
- o Caleofono ( telefonia com fio )
- o Anematófono ( telefonia sem fio )
- o Teletiton ( telegrafia fonética, sem fio, com o qual duas pessoas podem comunicar-se sem serem ouvidas por outras )
- o Edífono ( destinado a ducificar e depurar as vibrações parasitas da voz fonografada, reproduzindo-a ao natural )
Nesta ocasião, estabeleceu os príncipios básicos em que se fundamentaria todo o progresso e a evolução das comunicações, tal como conhecemos hoje.
Suas teses, firmadas antes de 1890, previram a "telegrafia sem fio", a "radiotelefonia", a "radiodifusão", os "satélites de comunicações" e os "raios laser".
No ano de 1900, enquanto o grande feito de Marconi não ultrapassava a distância de 24 quilômetros, o Padre Landell de Moura obtinha do governo brasileiro a carta patente nº 3279, reconhecendo-lhe os méritos de pioneirismo científico, universal, na área das telecomunicações.
Em 1901, o Padre Landell de Moura, embarcou para os Estados Unidos e em fins de 1904, o The Patent Office at Washington concedeu-lhe três cartas patentes: para o telégrafo sem fio, para o telefone sem fio e para o transmissor de ondas sonoras.
Poderia se considerar o Padre Landell de Moura o precursor nas transmissões de vozes e ruídos outros. Suas patentes afirmam isso.
No século vinte, acontece o grande salto nas descobertas e modernização, quando em 1904 John Ambrose Fleming, grande cientista britânico inventa a válvula elementar, conhecida como "Válvula de Fleming" que era constituída de Placa e Filamento.
Baseado nas descobertas de Fleming, o Dr. Lee De Forest constrói em 1905 a válvula Audion que transformou por completo a indústria do rádio. Essa válvula se compunha de Filamento, Placa e Grade, substituindo os transmissores de chispas de Marconi por essa nova tecnologia. Assim, transmitia-se não só os sinais como tambem a voz e a música pelas ondas Hertzianas.
Coube a De Forets a honra de ter sido o primeiro a transmitir música de ópera pelo rádio diretamente de sua estação na California. Ele foi o primeiro a transmitir programas humorísticos pelo rádio.
Com o fim da 1a Guerra Mundial, a indústria americana Westinghouse ficou com um grande estoque de aparelhos de rádio fabricados para as tropas na guerra.
A radiodifusão nasceu meio por acaso, quando instalou-se uma grande antena no pátio da fábrica para transmitir música, e por meio desse "Marketing", comercializar os aparelhos "encalhados" para os habitantes do bairro.
Tem desta forma a Westinghouse Eletric Co. a honra de ter promovido a primeira difusora comercial do mundo que foi a bem conhecida "K. D. K. A." de Pitisburgh. Ela começou a funcionar regularmente em 1920 e daí dia após dia vem aumentando cada vez mais o número de estações de rádio pelo mundo.
Autor: João Mello
Enviado por: PY3PO J. Barbosa
O que é Stand By?
Stand By é o termo em Inglês para Tempo de espera, ou seja, quando o radio está ligado, à espera de uma chamada. A corrente elétrica que o radio consome da bateria quando em espera é relativamente baixo (cerca de 30 a 60 miliampéres).
O que é a Capacidade da bateria?
A Capacidade é o valor que expressa o quanto a bateria consegue armazenar de energia.A Capacidade é especificada em miliampéres-Hora. Quanto maior a capacidade da bateria, maior será a autonomia do aparelho por ela alimentado. Exemplo: Se uma bateria de 1000 mAh (miliAmpéres hora) está alimentando um radio que consome em transmissão 500mA (miliAmpéres), podemos prever que a bateria tem uma autonomia de aproximadamente 2 horas em transmissão.
O que é efeito memória?
Efeito memória é a perda aparente de capacidade quando a bateria não é descarregada até o fim da carga. É mais ou menos como a musculatura do corpo humano. Tem que ser exercitado para apresentar a maior performance.Uma bateria de Niquel-Cadmio pode perder até 50% de sua capacidade em apenas 20 dias de uso inadequado.
Como tirar o efeito memória?
Carregando e descarregando 3 vezes normalmente é suficiente para tirar o efeito memória e devolver a bateria à sua capacidade original.
É verdade que um curto-circuito descarrega a bateria e ajuda a tirar o efeito memória? Nunca! Jamais curto circuite a bateria. Isto pode danifica-la permanentemente.
É recomendável descarregar antes de recarregar?
Sim, pois elimina o efeito memória. Nos carregadores que tem esta função, basta fazer uma vez por semana.
Qual o melhor tipo de bateria?
Basicamente, são dois os tipos de baterias utilizadas em rádios: Niquel-Cadmio ou Ni-Cd
Principais vantagens: Custo relativamente baixo
Muito robusta, suporta sobrecargas, pode ser recarregada por carregadores lentos
Vida útil superior a outros tipos (500 a 1000 ciclos de carga e descarga).
Capacidade média.
Desvantagens:
Muito suscetível ao chamado "Efeito memória”
Contém Cádmio que é um material poluente e, portanto deve obrigatoriamente ser reciclada - Não deve ser jogada no lixo.
Níquel Metal Hidreto ou Ni-MH
Principais vantagens
Boa Vida útil (cerca de 500 ciclos)
Capacidade média - cerca de 30% a mais que uma de Níquel Cádmio de mesmo tamanho.
Efeito memória reduzido ou quase inexistente.
Não contém materiais poluentes.
Desvantagens:
Custo mais elevado que as de Niquel-Cadmio.
Não suporta sobrecargas - não se recomenda carregadores lentos
Como distinguir uma bateria de boa qualidade de uma bateria ruim ou simples imitação?
É difícil, pois hoje em dia, os falsificadores são muito sofisticados.Uma boa bateria deve vir com uma garantia de qualidade, com clara identificação do fabricante e pais de origem. Desconfie do preço baratinho. Aquilo que aparenta ser um bom negócio pode ser uma dor de cabeça.
Eu tenho uma bateria reserva. Devo guarda-la carregada ou descarregada?
Tanto faz. Testes de laboratório demonstram que as baterias mantêm absolutamente o mesmo desempenho, independentemente de terem sido armazenadas carregadas ou não. Basta recarrega-las após a armazenagem.
É verdade que a primeira carga tem que ser obrigatoriamente carga lenta?
Não. A maioria das baterias foi projetada para receber carga rápida mesmo desde a primeira vez que forem carregadas. Alguns fabricantes recomendam que a primeira carga seja de 24 horas. Na duvida, siga a recomendação do manual.
O que é chamado de sobrecarga?
Sobrecarga é a carga adicional que o recarregador fornece mesmo quando a bateria já está plenamente carregada.Os carregadores tipo carga lenta, por não terem nenhum tipo de controle, normalmente sobrecarregam as baterias. Portanto não é aconselhável deixar o radio indefinidamente no carregador.
Minha bateria aquece durante a recarga. Isto é normal?
É normal que a bateria atinja até 45 ° C durante a recarga. Os carregadores bem projetados utilizam esta característica para monitorar o processo de carga. Caso a bateria apresente um aquecimento excessivo, o carregador deve ser revisado.
É verdade que uma bateria se descarrega sozinha, mesmo quando não está sendo utilizada?
Sim, isto é verdade para todos os tipos de bateria e, varia com a temperatura ambiente.Como exemplo, a auto-descarga típica de uma bateria de Níquel Metal Hidreto é:
A 25° C = 10% em dez dias (aproximadamente 1% ao dia).
A 45° C = 20% em 10 dias (aproximadamente 2% ao dia).
Nota: Todo telefone celular possui um indicador da carga da bateria. Tais indicadores servem apenas com uma referencia aproximada pois monitoram apenas a voltagem, não fornecendo uma indicação precisa. Os verdadeiros indicadores de carga (chamados de GAS GAUGE IC), são circuitos microprocessados bastante sofisticados e precisos que analisam toda energia armazenada e, normalmente não estão inclusos no telefone celular.
Posso deixar meu radio ligado na carga?
Este procedimento não é aconselhável. O procedimento correto seria carregar a bateria completamente e só voltar a recarregá-la após estar completamente descarregada. Desta forma tem-se o melhor rendimento possível da bateria.
Qual o tempo ideal de carga?
Isso depende de dois fatores: a capacidade da bateria e a especificação do carregador. É aconselhável verificar o manual do usuário para ter certeza. Entretanto, a maioria dos carregadores lentos são projetados para carregar em 10 horas e os carregadores rápidos em 3 horas ou menos.
O que é a Capacidade da bateria?
A Capacidade é o valor que expressa o quanto a bateria consegue armazenar de energia.A Capacidade é especificada em miliampéres-Hora. Quanto maior a capacidade da bateria, maior será a autonomia do aparelho por ela alimentado. Exemplo: Se uma bateria de 1000 mAh (miliAmpéres hora) está alimentando um radio que consome em transmissão 500mA (miliAmpéres), podemos prever que a bateria tem uma autonomia de aproximadamente 2 horas em transmissão.
O que é efeito memória?
Efeito memória é a perda aparente de capacidade quando a bateria não é descarregada até o fim da carga. É mais ou menos como a musculatura do corpo humano. Tem que ser exercitado para apresentar a maior performance.Uma bateria de Niquel-Cadmio pode perder até 50% de sua capacidade em apenas 20 dias de uso inadequado.
Como tirar o efeito memória?
Carregando e descarregando 3 vezes normalmente é suficiente para tirar o efeito memória e devolver a bateria à sua capacidade original.
É verdade que um curto-circuito descarrega a bateria e ajuda a tirar o efeito memória? Nunca! Jamais curto circuite a bateria. Isto pode danifica-la permanentemente.
É recomendável descarregar antes de recarregar?
Sim, pois elimina o efeito memória. Nos carregadores que tem esta função, basta fazer uma vez por semana.
Qual o melhor tipo de bateria?
Basicamente, são dois os tipos de baterias utilizadas em rádios: Niquel-Cadmio ou Ni-Cd
Principais vantagens: Custo relativamente baixo
Muito robusta, suporta sobrecargas, pode ser recarregada por carregadores lentos
Vida útil superior a outros tipos (500 a 1000 ciclos de carga e descarga).
Capacidade média.
Desvantagens:
Muito suscetível ao chamado "Efeito memória”
Contém Cádmio que é um material poluente e, portanto deve obrigatoriamente ser reciclada - Não deve ser jogada no lixo.
Níquel Metal Hidreto ou Ni-MH
Principais vantagens
Boa Vida útil (cerca de 500 ciclos)
Capacidade média - cerca de 30% a mais que uma de Níquel Cádmio de mesmo tamanho.
Efeito memória reduzido ou quase inexistente.
Não contém materiais poluentes.
Desvantagens:
Custo mais elevado que as de Niquel-Cadmio.
Não suporta sobrecargas - não se recomenda carregadores lentos
Como distinguir uma bateria de boa qualidade de uma bateria ruim ou simples imitação?
É difícil, pois hoje em dia, os falsificadores são muito sofisticados.Uma boa bateria deve vir com uma garantia de qualidade, com clara identificação do fabricante e pais de origem. Desconfie do preço baratinho. Aquilo que aparenta ser um bom negócio pode ser uma dor de cabeça.
Eu tenho uma bateria reserva. Devo guarda-la carregada ou descarregada?
Tanto faz. Testes de laboratório demonstram que as baterias mantêm absolutamente o mesmo desempenho, independentemente de terem sido armazenadas carregadas ou não. Basta recarrega-las após a armazenagem.
É verdade que a primeira carga tem que ser obrigatoriamente carga lenta?
Não. A maioria das baterias foi projetada para receber carga rápida mesmo desde a primeira vez que forem carregadas. Alguns fabricantes recomendam que a primeira carga seja de 24 horas. Na duvida, siga a recomendação do manual.
O que é chamado de sobrecarga?
Sobrecarga é a carga adicional que o recarregador fornece mesmo quando a bateria já está plenamente carregada.Os carregadores tipo carga lenta, por não terem nenhum tipo de controle, normalmente sobrecarregam as baterias. Portanto não é aconselhável deixar o radio indefinidamente no carregador.
Minha bateria aquece durante a recarga. Isto é normal?
É normal que a bateria atinja até 45 ° C durante a recarga. Os carregadores bem projetados utilizam esta característica para monitorar o processo de carga. Caso a bateria apresente um aquecimento excessivo, o carregador deve ser revisado.
É verdade que uma bateria se descarrega sozinha, mesmo quando não está sendo utilizada?
Sim, isto é verdade para todos os tipos de bateria e, varia com a temperatura ambiente.Como exemplo, a auto-descarga típica de uma bateria de Níquel Metal Hidreto é:
A 25° C = 10% em dez dias (aproximadamente 1% ao dia).
A 45° C = 20% em 10 dias (aproximadamente 2% ao dia).
Nota: Todo telefone celular possui um indicador da carga da bateria. Tais indicadores servem apenas com uma referencia aproximada pois monitoram apenas a voltagem, não fornecendo uma indicação precisa. Os verdadeiros indicadores de carga (chamados de GAS GAUGE IC), são circuitos microprocessados bastante sofisticados e precisos que analisam toda energia armazenada e, normalmente não estão inclusos no telefone celular.
Posso deixar meu radio ligado na carga?
Este procedimento não é aconselhável. O procedimento correto seria carregar a bateria completamente e só voltar a recarregá-la após estar completamente descarregada. Desta forma tem-se o melhor rendimento possível da bateria.
Qual o tempo ideal de carga?
Isso depende de dois fatores: a capacidade da bateria e a especificação do carregador. É aconselhável verificar o manual do usuário para ter certeza. Entretanto, a maioria dos carregadores lentos são projetados para carregar em 10 horas e os carregadores rápidos em 3 horas ou menos.
O Fusível "Um santo milagroso"
O Fusível "Um santo milagroso"
José Francisco PX 7 C 1292
Pode-se definir o fusível como um cilindro composto de um misto de metal e vidro, metal nas extremidades e vidro no meio, vidro e metal servindo de encapsulamento e suporte para um filete também de metal no interior, filete este que se liga as extremidades e varia de diâmetro de acordo com a amperagem.
O acidente, ou melhor dizendo o milagre aconteceu, quando por falta de corrente elétrica (situação muito freqüente como resultante da baixa qualidade da energia distribuida por nossa concessionária) passei de forma improvisada a operar utilizando a bateria do automóvel como “alimentação” para um transceptor de 11 metros, como cabo utilizei um fio flexível comum que por ser branco convencionei o positivo nas duas extremidades com dois nós cegos, como a pressa é inimiga da perfeição, num momento de falta de atenção inverti a polaridade e o rádio deixou de funcionar, a principio achei que tinha queimado o equipamento, passado o susto pensei no fusível que por ser de 2 ampères possuía um filamento muito fino que dificultava observar se estava interrompido, levantei o fusível e o girei em torno de si mesmo, observei o filamento quebrado repousando na parede interna do seu corpo, conclui que o fusível estava queimado e o rádio salvo.
Diante de componentes complexos, o fusível com sua simplicidade, parece não ter o valor que só avaliamos ter num momento de necessidade. Inversão de polaridade um descuido momentâneo que pode causar a queima do transceptor. Um pequeno erro com conseqüências desastrosas me fez “canonizar” o fusível como um “santo milagroso”.
José Francisco PX 7 C 1292
Pode-se definir o fusível como um cilindro composto de um misto de metal e vidro, metal nas extremidades e vidro no meio, vidro e metal servindo de encapsulamento e suporte para um filete também de metal no interior, filete este que se liga as extremidades e varia de diâmetro de acordo com a amperagem.
O acidente, ou melhor dizendo o milagre aconteceu, quando por falta de corrente elétrica (situação muito freqüente como resultante da baixa qualidade da energia distribuida por nossa concessionária) passei de forma improvisada a operar utilizando a bateria do automóvel como “alimentação” para um transceptor de 11 metros, como cabo utilizei um fio flexível comum que por ser branco convencionei o positivo nas duas extremidades com dois nós cegos, como a pressa é inimiga da perfeição, num momento de falta de atenção inverti a polaridade e o rádio deixou de funcionar, a principio achei que tinha queimado o equipamento, passado o susto pensei no fusível que por ser de 2 ampères possuía um filamento muito fino que dificultava observar se estava interrompido, levantei o fusível e o girei em torno de si mesmo, observei o filamento quebrado repousando na parede interna do seu corpo, conclui que o fusível estava queimado e o rádio salvo.
Diante de componentes complexos, o fusível com sua simplicidade, parece não ter o valor que só avaliamos ter num momento de necessidade. Inversão de polaridade um descuido momentâneo que pode causar a queima do transceptor. Um pequeno erro com conseqüências desastrosas me fez “canonizar” o fusível como um “santo milagroso”.
Resolvendo o Problema das Ondas Estacionárias
Resolvendo o Problema das Ondas Estacionárias
Fonte: Revista Nova Eletrônica
Observando periodicamente os casamentos de impedâncias, por meio da leitura da razão de onda estacionária de tensão, você estará zelando pela saúde de seu equipamento da faixa do cidadão.
As ondas estacionárias raramente aparecem em um sistema da faixa do cidadão composto apenas por componentes-padrão, ou seja, quando um transceptor com 50 ohms de impedância de saída é conectado, através de uma linha de transmissão de 50 ohms, a uma antena de 50 ohms de impedância. Neste caso, há um casamento perfeito em todo o sistema e a potëncia de RF percorre suavemente todos os estágios.
Mas, nenhum "casamento" é perfeito eternamente, como é provado pelo aumento da razão da onda estacionária de tensão. Gradualmente, o revestimento do cabo coaxial começa a rachar, a corrosão se introduz nos conectores e condutores, uma solda fria começa a exibir resistência ohmica, a oxidação evita que um conector faça um contato perfeito com a terra, ou uma base de montagem torna-se isolada da carcaça do veículo. Qualquer um desses problemas envolverá você e seu equipamento nas redes das ondas estacionárias.
As medições
Como os fabricantes parecem vender mais medidores de razão de onda estacionária (também chamados refletômetros) do que qualquer outro acessório para a faixa do cidadão, eles merecem uma análise mais detalhada. Medir a razão de onda estacionária com um refletômetro é uma tática inteligente, porque reparar um sistema de antena por outros meios iria requerer os recursos de um laboratório da NASA. Você poderia ligar um wattímetro de RF na saída do transceptor, mas ele revelaria apenas a quantidade de potência entregue ao cabo coaxial. Agora, descobrir se aquela potência está sendo transferida para a antena e se ela está irradiando com eficiência, é um outro assunto.
A Lei de Ohm não fornece ajuda significativa, porque muitos operadores não têm os meios necessários para medir os parâmetros de um sistema de antena, operando a 27 MHz; por exemplo, se o seu aparelho fornece 4 watts, sobre uma carga de 50 ohms, a Lei de Ohm diz que a corrente na antena deveria ser de 300 mA. Contudo, um amperímetro de RF capaz de indicar 300 mA, com precisão, está acima das posses de muitos operadores da faixa do cidadão.
Em conclusão, se você não possui sofisticados instrumentos de RF, a solução mais barata é o refletômetro, quando se trata de observar casamentos de impedâncias.
Como o transceptor deve ter seus circuitos de saída ajustados na fábrica, para cargas de 50 ohms, é raro acontecer o surgimento de ondas estacionárias no ponto de encontro entre o aparelho e o cabo coaxial. A linha de transmissão, por si só, não deve produzir descasamento, pois as linhas padronizadas exibem uma impedância constante de 50 ohms, independentemente de seu comprimento, quando são conectadas a cargas de 50 ohms.
Caso você suspeite que há algo errado com o ajuste do transmissor, ligue um wattímetro de RF e uma carga simulada, de 50 ohms, à saída do transceptor, com pedaços curtos de cabo coaxial. A leitura deverá estar próxima ao limite máximo permitido de 4 W; siga as instruções do fabricante, incluídas no manual do apareIho, para maximizar a saída, até o limite legal permitido (lembre-se, porém, de não tocar nos controles de freqüência, pois esses só podem ser ajustados por um técnico credenciado).
A situação mais feliz ocorre quando toda a potência entregue à linha de transmissão passa para a antena e é irradiada para o espaço. Neste sistema ideal, um voltímetro de RF, colocado na linha de transmissão, como se vê na figura 1, indicará uma tensão constante, ao longo de toda a extensão da linha. Sem nenhum pico de tensão, diz-se que a linha está "plana".
Figura 1
Entretanto, a influência do tempo e dos elementos, perturbam essa plácida convivência. O resultado aparece graficamente na figura 2; ao invés de aceitar e irradiar toda a potência de RF, a antena envia de volta parte do sinal, pela linha de transmissão. Assim, agora duas ondas percorrem a linha: uma onda original e uma refletida. A onda refletida se opõe à onda original e cancela parte da mesma, dando origem a uma onda estacionária de tensão.
Figura 2
O voltímetro de RF revelaria tal fenômeno. Vamos imaginar, por exemplo, que o voltímetro M1 seja ligado à linha, no ponto de tensão máxima (também chamado de laço ou antinodo) e forneça uma leitura de 200 volts; o segundo voltímetro, M2, é instalado no ponto de tensão mínima da linha (chamado nodo) e indica 100 volts; a razão de onda estacionária, portanto, é expressa por Vmax/Vmin=200/100, ou 2 (diz-se também 2 : 1 ou
Os laços ou nós da figura 2 estão separados por uma distância de meio comprimento de onda (aproximadamente
Razão de onda estacionária de corrente
Estivemos, até agora, medindo tensão ao longo da linha de transmissão, mas as mesmas relações são válidas para a distribuição de corrente; e a razão de onda estacionária de corrente também é significativa.
Consequências das ondas estacionárias.
Nenhum sistema prático é perfeito; assim, uma razão de onda estacionária igual a 1 (a ideal) é encontrada apenas em livros de engenharia. Um valor aceitável, na prática, é 2; mas, mesmo a esse valor, a potência refletida é de apenas 0,5 dB, ou 11 %, o que é bem inferior à queda de 1 dB, que ocorre em
Não vale a pena tentar reduzir a razão de onda estacionária de seu sistema para 1,5 ou 1,4, pois as perdas de potência (que ocorrem quando não se utiliza uma rede «pi» de compensação ou adaptador de antena) são pequenas, abaixo do valor de 2 ou 2,5. Deve-se ter cautela, porém, se a razão chegar a 3, o que é indício de problemas.
As perdas devidas às ondas estacionárias devem ser levadas em conta quando a razão ultrapassa o valor 3; a este nível, 25% da potência é refletida de volta ao transmissor. Metade da potência, praticamente, retorna ao transmissor, quando a razão de onda estacionária alcança o valor 6. Isto não é tão dramático quanto parece; pode parecer um absurdo ter metade da potência voltando ao aparelho, mas representa apenas uma redução de 3 dB na potência do sinal.
As ondas estacionárias, no entanto, produzem outros efeitos, mais sérios do que a perda de potência. Elas podem, por exemplo, elevar a tensão nos estágios de saída até um valor crítico e causar faiscamento; os transístores de saída podem, dessa maneira, ·
Hoje em dia, os engenheiros produzem transceptores com uma elevada imunidade às ondas estacionárias.
Um outro efeito introduzido por essas ondas é o aquecimento dos cabos coaxiais, até o ponto de fusão, o que raramente acontece nos níveis de potëncia da faixa do cidadão.
Procedimento para o uso do refletômetro
Além de manter vigilância sobre o estágio de saída de seu transceptor, há uma outra vantagem em se monitorar o sistema com um refletômetro, que é a de se poder observar as condições da antena. Enquanto você permanece confortavelmente sentado à sua mesa de operação, você pode julgar o estado de sua antena, lá fora, no telhado. Oualquer mudança abrupta na razão de onda estacionária é sinal de que a instalação da antena precisa ser inspecionada.
Um refletômetro típico (figura 3) faz amostragens do sinal que percorre, em ambos os sentidos, uma pequena extensão da linha de transmissão. No interior de sua caixa, dois «acopladores direcionais>> (pequenos pedaços de fio) ficam em paralelo com a linha. Um interruptor conecta um dos dois fios captadores a um medidor (através de um diodo retificador, que transforma o sinal de RF em CC). Quando o interruptor está na posição DIRETA (FORWARD), o medidor fornece uma leitura relativa da potência da onda que caminha do transmissor para a antena; ajusta-se então o refletômetro, por meio de um potenciômetro de calibração, para trazer o ponteiro do medidor até a indicação de fundo de escala. Para ler a razão de onda estacionária, o interruptor é comutado para a posição REFLETIDA, que liga o medidor ao outro captador direcional; isto faz com que a onda que está voltando para o transmissor seja amostrada, e o refletômetro fornece uma leitura direta da razão de onda estacionária. Alguns modelos de refletômetro possuem ainda calibração em «potência refletida porcentual>·. Alguns transceptores, também, já vêm com refletômetros embutidos; em geral, porém, eles são unidades separadas.
Figura 3
Muitos refletômetros apresentam perdas desprezíveis de inserção e podem, portanto, monitorar continuamente a linha, sem problemas. Outros, no entanto, possuem cargas simuladas internas e não têm «jacks» de saída; esses devem ser utilizados apenas para ajustes de pico, como já descrevemos. Outros, ainda, têm uma capacidade limitada, no que se refere à potência que podem medir, mas isto quase nunca representa um problema, nos níveis da faixa do cidadão. Em qualquer caso, consulte o manual do fabricante, para se inteirar dos detalhes.
Se a razão de onda refletida de seu sistema subir a níveis suspeitos, após algum tempo de serviço da antena, procure pelos focos de problemas mencionados no início deste artigo. Uma razão de onda estacionária elevada em um sistema recém-instalado deve ter outras origens, entretanto; se você mesmo efetuou as soldagens do cabo com os conectores coaxiais, redobre sua atenção na revisão dessas soldas; verifique se o cabo não sofreu nenhum encurvamento brusco, no caminho do transceptor à antena; veja se, por acaso, algum prego ou presilha penetrou em algum ponto do cabo coaxial; caso a antena esteja localizada muito próxima a uma grande estrutura metálica, sua impedância, no ponto de alimentação, pode ter sido alterada.
Em uma estação fixa, a proximidade a grandes antenas de TV, com estruturas de sustentação, também podem causar tal efeito. Dutos de chapa metálica, encanamentos, coberturas metálicas e cabos elétricos, podem também dar origem a problemas. Tente manter a antena de sua estação a uma distância de, pelo menos, meio comprimento de onda (
Nunca tente, por outro lado, reduzir a razão de onda estacionária pela variação dos controles internos do transceptor; você poderá conseguir uma redução aparente da razão, mas nunca um casamento melhor e sim, uma queda na saída do transceptor. Assim que o seu aparelho estiver ajustado para cargas de 50 ohms, não toque mais nos controles internos.
ENTREGA DE TROFEU REFERENTE AO JAMBOREE 2008
A estação de PS7-BL foi o segundo colocado estadual no sistema Echolink parabens ao colega Braz Luciano Teixeira da Silva de Natal - RN pelo impenho e dedicação ao escotismo um forte 73 ate breve.
A RADIOTELEGRAFIA ESTA OBSOLETA?
A RADIOTELEGRAFIA ESTA OBSOLETA?
Quem esta de fora e alguns que especulam sobre o Radioamadorismo muitas vezes colocam a pergunta: "O CW esta obsoleto ? As modernas tecnologias acabaram com ele ?"
Se voltarmos a 1912 ninguém questionava o aprendizado do CW e era uma questão muito simples : se você não fosse capaz de ouvir e entender CW simplesmente você não se comunicava através das ondas de rádio.
Mas hoje dizem que o CW morreu e esqueceu de deitar. Porque ? Não só os radioamadores dos velhos tempos, mas também os novos, descobriram que vale a pena desenvolver esta habilidade, que é um prazer como qualquer outra habilidade que desenvolvemos. Existe um prazer real e uma conquista quando se comunica por este meio.
Muitos acham o CW um derivativo para fugir do stress diário e dos problemas, porque ele absorve toda nossa atenção. Existe ainda um valor prático. O CW pode enviar uma mensagem quando os outros métodos falham por algum motivo. O operadores de CW sabem que o seu sinal é capaz de ir mais longe e de penetrar interferências e estáticos, que a modulação não consegue. Isto é o motivo que os entusiastas de QRP(baixa potencia) acham o CW muito superior a fonia. Além disso os equipamentos tanto para recepção como para transmissão, são muito mais simples, menores, usam menos potencia, podem até serem montados em situações de emergência com componente fáceis de encontrar.
Estes fatores impressionaram até os comunistas da Rússia. Eles ficaram muito intusiasmados com a confiabilidade, simplicidade e custo baixo dos equipamentos para comunicação em CW e com um custo de manutenção também baixo. (Seguindo este raciocínio seus rádios militares eram também todos a válvula para evitar possíveis danos causados por radiação) .
Por estes motivos eles incentivaram por anos a fio o aprendizado do Cw e desenvolveram bons métodos de usa-lo. O CW foi até incluído em suas atividade esportivas "civis". Concursos e prêmios eram oferecidos aos operadores mais rápidos. Isto garantia para eles a manutenção de um grupo de bons operadores, rápidos, e que poderiam ser facilmente mobilizados em caso de guerra. Nos anos da guerra fria dois soldados americanos, que eram radioamadores, foram feitos prisioneiros em um navio que estava muito próximo da Costa da Korea do Norte.
Eles ficaram admirados como o numero muito grande de russos que conhecia e compreendia o CW. Nos anos mais recentes os militares americanos parece que acordaram para estes fatos, e retomaram o treinamento de seu pessoal em CW. Também compreenderam que o CW é um meio de comunicação efetivo no meio de interferência proposital dos inimigos. Existem outras vantagens também. O CW usa uma largura de banda muito estreita ( o PSK31 usa uma largura menor ainda, mas requer um computador), o que para o radioamadorismo significa um número maior de canais disponíveis dentro da banda.
Ele tem ainda uma taxa de sinal/ruído muito superior, e ainda por cima, um operador pode com facilidade aprender a separar os sinais ("filtro" mental), que estejam muito próximos pela diferencia de tom, velocidade e até do estilo do operador.(NT: Este comentário deve ser considerado à época anterior ao desenvolvimento e vulgarização dos computadores, mais ainda permanece válido, com esta ressalva).
Trecho retirado do Livro:
Quem esta de fora e alguns que especulam sobre o Radioamadorismo muitas vezes colocam a pergunta: "O CW esta obsoleto ? As modernas tecnologias acabaram com ele ?"
Se voltarmos a 1912 ninguém questionava o aprendizado do CW e era uma questão muito simples : se você não fosse capaz de ouvir e entender CW simplesmente você não se comunicava através das ondas de rádio.
Mas hoje dizem que o CW morreu e esqueceu de deitar. Porque ? Não só os radioamadores dos velhos tempos, mas também os novos, descobriram que vale a pena desenvolver esta habilidade, que é um prazer como qualquer outra habilidade que desenvolvemos. Existe um prazer real e uma conquista quando se comunica por este meio.
Muitos acham o CW um derivativo para fugir do stress diário e dos problemas, porque ele absorve toda nossa atenção. Existe ainda um valor prático. O CW pode enviar uma mensagem quando os outros métodos falham por algum motivo. O operadores de CW sabem que o seu sinal é capaz de ir mais longe e de penetrar interferências e estáticos, que a modulação não consegue. Isto é o motivo que os entusiastas de QRP(baixa potencia) acham o CW muito superior a fonia. Além disso os equipamentos tanto para recepção como para transmissão, são muito mais simples, menores, usam menos potencia, podem até serem montados em situações de emergência com componente fáceis de encontrar.
Estes fatores impressionaram até os comunistas da Rússia. Eles ficaram muito intusiasmados com a confiabilidade, simplicidade e custo baixo dos equipamentos para comunicação em CW e com um custo de manutenção também baixo. (Seguindo este raciocínio seus rádios militares eram também todos a válvula para evitar possíveis danos causados por radiação) .
Por estes motivos eles incentivaram por anos a fio o aprendizado do Cw e desenvolveram bons métodos de usa-lo. O CW foi até incluído em suas atividade esportivas "civis". Concursos e prêmios eram oferecidos aos operadores mais rápidos. Isto garantia para eles a manutenção de um grupo de bons operadores, rápidos, e que poderiam ser facilmente mobilizados em caso de guerra. Nos anos da guerra fria dois soldados americanos, que eram radioamadores, foram feitos prisioneiros em um navio que estava muito próximo da Costa da Korea do Norte.
Eles ficaram admirados como o numero muito grande de russos que conhecia e compreendia o CW. Nos anos mais recentes os militares americanos parece que acordaram para estes fatos, e retomaram o treinamento de seu pessoal em CW. Também compreenderam que o CW é um meio de comunicação efetivo no meio de interferência proposital dos inimigos. Existem outras vantagens também. O CW usa uma largura de banda muito estreita ( o PSK31 usa uma largura menor ainda, mas requer um computador), o que para o radioamadorismo significa um número maior de canais disponíveis dentro da banda.
Ele tem ainda uma taxa de sinal/ruído muito superior, e ainda por cima, um operador pode com facilidade aprender a separar os sinais ("filtro" mental), que estejam muito próximos pela diferencia de tom, velocidade e até do estilo do operador.(NT: Este comentário deve ser considerado à época anterior ao desenvolvimento e vulgarização dos computadores, mais ainda permanece válido, com esta ressalva).
Trecho retirado do Livro:
TELÉGRAFO ELÉTRICO
....
TELÉGRAFO ELÉTRICO
John O. Pastore
Em 1832, Samuel Finley Breese Morse regressou da Europa, num navio a vela, Sully, onde estivera pintando, por incumbência oficial, durante três anos. O Sully partiu de Havre a 1º de outubro de 1832, e chegou a Nova Iorque a 15 de novembro de 1832, levando mais de seis semanas para fazer a viagem.
Ao pisar de novo o torrão natal, as primeiras palavras de Samuel Morse aos irmãos que tinham vindo cumprimentá-lo referiram-se à “importante invenção... uma invenção que assombraria o mundo... um meio de comunicar a inteligência pela eletricidade, à distância do escritor”. Trazia o caderno de esboços cheio de desenhos de aparelhos eletromagnéticos e dos caracteres que pretendia utilizar num código.
A projetada invenção era o telégrafo elétrico. Nascera-lhe a idéia de conversas à mesa de bordo. Haviam-se verificado, recentemente, progressos no campo do eletromagnetismo e um dos passageiros, o Dr. Charles T. Jackson, de Boston, mostrara-se versado e volúvel no assunto, desde os primeiros experimentos do Dr. Benjamin Franklin até os melhoramentos contemporâneos obtidos por Ampére, na França.
Fizeram-se muitas perguntas e travou-se muita discussão. A pergunta mais importante parecia ser esta: “Será a velocidade da eletricidade atenuada pelo comprimento do fio?” A experiência do Dr. Benjamin Franklin respondia negativamente.
A contribuição de Morse para a discussão cifrou-se na sua declaração: “Se a presença da eletricidade pode tornar-se visível em qualquer ponto do circuito, não vejo razão para que se não possa transmitir instantaneamente inteligência por meio dela.”
Morse, o artista, voltou a ser Morse, o inventor, e da sua curiosidade, das suas convicções e da sua concentração na teoria que elaborara, surgiu uma revolução nas comunicações - o telégrafo. O mundo nunca mais seria o mesmo. O efeito da invenção não se refletiria apenas sobre Morse. O telégrafo afetaria, de maneira inacreditável, o seu mundo e todo o mundo do futuro.
Enquanto Samuel Morse palmilhava o convés do Sully, o seu caderno de esboços, sempre à mão, transbordava de imagens, especulações e cálculos. Até o imortal Código Morse principiou a tomar forma. Mais tarde, ao despedir-se do capitão do navio, disse Morse: “Quando o senhor ouvir falar do telégrafo como a maravilha do mundo, não se esqueça de que a descoberta foi feita a bordo do bom navio Sully”.
Faltava muito para que o telégrafo estivesse completo. Longos e magros dias ainda estavam por vir. Morse haveria de conhecer a verdadeira fome - mas nunca se deixou vencer pelo desânimo. Buscou, desesperado, encomendas de retratos para prover às mais urgentes necessidades da vida. Mas o aperfeiçoamento do telégrafo haveria de reclamar-lhe a totalidade das energias e o resto da existência. Morse enxergou toda a importância da sua invenção e isso lhe deu confiança e coragem para levá-la adiante.
Para ele, agora, o problema era fundamentalmente simples. A corrente elétrica passa, instantânea, de um extremo a outro do fio. Uma interrupção da corrente significa uma faísca. Por conseguinte, uma faísca poderia ser um sinal numa linguagem em código. A ausência da faísca seria outro sinal. “Pontos e barras” constituiriam a nova linguagem. Morse continuou ordenando o sistema de pontos e barras que se imortalizaria com o seu nome.
A década seguinte foi um período negro para o inventor. A América mostrava-se indiferente à sua invenção. O maior incentivo que recebeu partiu do Professor Joseph Henry, de Princeton. Em 1835, o Professor Henry inventara o relé eletromagnético, que foi considerado a maior invenção dos tempos modernos.
É muito possível que o leitor comum nunca tenha ouvido falar de Joseph Henry, cuja contribuição para a sua própria vida é tão importante. A eletricidade em sua casa, que lhe possibilita todos os luxos de refrigeração, aquecimento, luz, rádio e televisão; as luzes do tráfego, que o devolvem, seguramente, ao lar; a campainha à sua porta; o telefone, que não apenas lhe transmite as palavras mas fá-lo com a sua própria voz - tudo isso nasceu da invenção do Professor Joseph Henry. Toda construção que se constitui num dente de engrenagem das comunicações modernas é um labirinto de eletroímãs. Enormes eletroímãs chegam até a pôr em ação os cíclotrons e os bétratons essenciais à cisão de átomos em nosso século nuclear.
Dessa maneira, todos podemos associar-nos a Morse na gratidão a Joseph Henry. Foi Henry quem deu ao frustrado Morse a idéia de inserir o relé no seu sistema, no propósito de vencer as dificuldades da distância. Deu-lhe Henry também quantas informações possuía sobre o telégrafo, além de tremenda ajuda psicológica, persuadindo-o de que o tempo estava sazonado para a sua invenção e de que não havia dificuldades práticas insuperáveis.
Havia, porém, o que se poderia denominar uma dificuldade política. O empobrecido Morse necessitava de 30.000 dólares do governo para construir uma linha experimental entre Washington e Baltimore. Familiarizado com o modo por que andam as coisas no Capitólio, contratou, em 1841, um freqüentador das antecâmaras dos políticos, para facilitar-lhe a abertura do crédito, porém sem nenhum resultado. Já no ano seguinte apresentava alentado relatório escrito, com uma interessante filosofia das comunicações, válida até hoje.
Essa petição resultou de uma medida da Câmara dos Deputados, em 1837. Aprovara a Câmara resolução que indagava da conveniência de se estabelecer um sistema de telégrafos para os Estados Unidos. Em conformidade com ela, o Secretário do Tesouro, em março de 1838, enviou carta circular em que solicitava propostas para “um sistema de telégrafos com tempo bom e em pleno dia, outro para comunicação em nevoeiros, por meio de canhões ou equivalentes e durante a noite pelo mesmo processo, ou através de foguetes, fogueiras, etc...”
O derradeiro prazo para as respostas expirava no dia 1º de outubro de 1837. A 27 de setembro, enviou Morse a sua, assaz alentada, em que descrevia com minúcias o seu telégrafo e prometia demonstrá-lo em Washington por ocasião do Ano Novo. Mas até na década de 30 o Congresso agia com vagar, e alguns anos se arrastariam ainda antes que a invenção de Morse fosse levada a sério.
Entrementes, agiu o Congresso com suficiente rapidez para destruir-lhe outro sonho. Uma comissão parlamentar estava escolhendo artistas que pintassem quadros para os painéis na rotunda do Capitólio. Morse desejava ser um deles e, como presidente da Academia Nacional de Desenho, lógica seria a sua escolha. Entretanto, John Quincy Adams, ex-Presidente e então deputado, exigiu que a competição incluísse artistas estrangeiros, o que depreciava os méritos dos profissionais domésticos.
Mordaz comentário sobre Adams estampou um jornal de Nova Iorque. Anônimo, foi atribuído, erroneamente, a Morse, e este viu rejeitada a sua solicitação.
Mostrava-se o Congresso igualmente protelatório com respeito ao telégrafo de Morse, muito embora o Secretário do Tesouro houvesse emitido parecer vagamente favorável à idéia em geral.
Obteve Morse a mercê de utilizar as salas da Comissão de Comércio para realizar uma demonstração, à qual compareceu, além de deputados, o Presidente Martin Van Buren e o seu Gabinete, a convite do Presidente Smith, da Comissão de Comércio.
Releva notar que Morse, na correspondência com o Presidente Smith, sugerira que “o único direito de usar o telégrafo pertencesse, em primeiro lugar, ao governo, ao qual competiria outorgá-lo, mediante soma ou bonificação determinada, a indivíduo ou companhia de indivíduos que o solicitassem, e com as restrições e normas que o governo julgasse conveniente ou correto estabelecer para a comunicação entre dois pontos, com o propósito de transmitir a inteligência”.
Morse não se julgava visionário por “imaginar sulcada toda a superfície do país, transformado numa só vizinhança”.
Declarou também: “A maneira que aumentam as facilidades de intercâmbio entre as diferentes partes de um país, aumenta esse intercâmbio. O que quer que facilite o intercurso entre diferentes porções da família humana terá por efeito, sob a orientação de sadios princípios morais, favorecer os melhores interesses dos homens.”
De tal maneira se entusiasmou o deputado Smith que se dispôs a participar financeiramente do empreendimento, e sugeriu, para evitar conflitos de interesses, que se lhe adiasse a participação até o término do mandato, afirmando que não se apresentaria ao eleitorado do Maine para disputar a reeleição.
Em 1839, contudo, não somente não se registrou nenhuma ação do Congresso, mas ainda Morse foi atacado pelo Dr. Jackson, seu companheiro de viagem no Sully.
Afiançava Morse que o Dr. Jackson tentava desacreditá-lo e roubar-lhe o invento.
Nem nos anos de 1840 e 1841 surgiu qualquer auxílio do Congresso. Morse não tinha “um tostão”. O Sr. Smith já não lhe oferecia ajuda financeira. O inventor contratou um tal Sr. Coffin para trabalhar em Washington em apoio dos seus interesses junto ao Congresso.
Em 1841, implorou ao deputado Boardmann que lhe abrisse um crédito de 3.500 dólares para instalar uma linha telegráfica experimental entre o Capitólio e a casa do Presidente. Respondeu Boardmann: “O Tesouro e o governo estão falidos. O alarve do Tyler vetou o projeto das tarifas... a Casa está de mau humor e nada que você proponha nesse sentido poderá ser feito.”
Diante da incapacidade de Coffin de fazer progresso, encarregou-se Morse pessoalmente do assunto. O deputado Ferris, de Nova Iorque, manifestou novo interesse em 1842, e Morse tornou a instalar os seus fios e instrumentos no Capitólio de modo que o Congresso pudesse examiná-los. O próprio Morse se achava constantemente à disposição dos interessados, pronto para dizer uma palavra ou fazer uma demonstração. Bafejou-o, finalmente, a sorte no dia 30 de dezembro de 1842, quando Ferris, Presidente da Comissão de Comércio, emitiu parecer favorável à sua invenção.
Morse redobrou de esforços como exibidor e demonstrador, mas só a 21 de fevereiro de 1843 foi votado o projeto dos 30.000 dólares, que Morse poderia agradecer ao deputado John Kennedy - isto é John Kennedy de Maryland.
Conhecendo hoje o que o telégrafo tem representado para o gênero humano, é-nos francamente contristador observar a indiferença e a oposição dos membros do Congresso daquele período. O projeto quase foi derrotado pelas gargalhadas que provocou. Como narra o próprio Morse, houve “uma demora tantalizante e muitas tentativas para anular o projeto pelo ridículo”.
Propôs um deputado que parte da verba fosse destinada a uma conferência sobre o magnetismo animal e não ao eletromagnetismo. Outra proposta se fez no sentido de que parte se destinasse “a experiências sobre uma estrada de ferro à lua”. (Se esse congressista mantiver qualquer comunicação com o mundo científico atual, saberá que estava sendo muito mais exato do que o supunha.) O projeto foi aprovado pela Câmara por uma incômoda diferença de 6 votos (89 a 83), com setenta votos em branco.
Subindo, então, ao Senado, foi apresentado pela segunda vez. Alguns senadores descontentes trabalharam ainda pela sua rejeição. Mas chegou o dia 3 de março de 1843, que era também o último dia de sessão. Vinte e quatro horas depois se estrearia novo governo. O agoniado Morse arriscara tudo na aprovação do projeto e ficou pregado à galeria do Senado o dia inteiro. A sessão, que começou às 10 da manhã, com um intervalo de uma hora, entre 3 e 4 da tarde, prolongou-se pela noite adentro.
Acordara o Senado em examinar os projetos de lei na ordem em que se encontravam.
O do telégrafo estava tão baixo na pauta e tão baixo na opinião de muitos senadores, que os amigos de Morse no Senado, Huntington, de Connecticut, e Wright, de Nova Iorque, confessaram-lhe ser pouquíssimo provável que fosse examinado, quanto mais aprovado.
Sucumbido, recolheu Morse à pensão. Levantou-se no dia seguinte, após uma noite sem sono, decidido a tomar o desjejum e partir. Depois de comprar a passagem para a casa, restar-lhe-iam 37 centavos. Chegou-lhe à mesa o recado de que uma moça queria vê-lo na sala de visitas - Annie Stevens, filha de um membro da Comissão de Patentes.
- Parabéns! - disse-lhe ela.
- Por que? Está tudo perdido.
- Ora, o seu projeto foi aprovado ontem à noite. Meu pai não saiu de lá e, quase à meia-noite, o projeto foi apresentado e aprovado, sem discussão nem debates.
O prêmio da moça por ter trazido a boa nova consistiu na promessa de que poderia escolher a primeira mensagem, quando se realizasse a experiência.
Seguiu-se, então, um ano de febril atividade, de tentativas sem conta. Washington e Baltimore foram escolhidas para pontos terminais da linha telegráfica. Morse fiscalizou até os mais mínimos detalhes. Contratou Ezra Cornell, vendedor de arados, muito entendido em escavação de fossos, para dirigir a instalação da linha.
O primeiro plano consistia em fazer passar os fios por tubos subterrâneos. Foi um desastre. Consultou-se de novo o Professor Joseph Henry, em Princeton. Este aprovou um plano de esticar os fios ao longo de postes, utilizando o gargalo de garrafas quebradas para isolar os fios no ponto em que fossem presos aos postes.
Finalmente, completado, o projeto ficou pronto para o primeiro teste em maio de 1844.
Em Washington, o extremo da linha fôra colocado na sala do Supremo Tribunal, no Capitólio. Hoje, um século depois, essa mesma sala é o ponto de reunião da Comissão Conjunta de Energia Atômica. Uma placa apropriada, do lado externo da porta, identifica o aposento com a cena do triunfo de Morse no dia 24 de maio de 1844.
Annie Ellsworth já estava pronta com a sua mensagem: “Que obras fez Deus!” Afinavam as palavras com o estado de espírito, sério e reverente, do inventor.
Cuidadosamente, enviou-as Morse no seu alfabeto telegráfico e o operador, em Baltimore, repetiu-as imediata e perfeitamente. Uma nova era de comunicações estava próxima, mas o povo não compreendeu a magnitude do milagre. O telégrafo era ainda considerado um brinquedo curioso, momentaneamente apreciado e, logo, descartado.
Fêz-se mister uma convenção política nacional para emprestar-lhe vida e fama. No dia 26 de maio de 1844, a Convenção Democrática ia em pleno andamento em Baltimore. Martin Van Buren parecia a indicação provável para candidato à Presidência. Mas não alcançou reunir os dois terços de votos exigidos nem derrubar a regra dos dois terços, que tem sido, não raro, uma pedra de tropeço nos planos dos políticos.
De sorte que James Knox Polk, de Tennessee, o primeiro “candidato-surprêsa” da história, foi o indicado. Para Vice-Presidente escolheu-se, à revelia, Silas Wright, bom amigo de Morse, de Nova Iorque. O Sr. Wright encontrava-se ao lado de Morse no Capitólio, quando chegaram as notícias pelo telégrafo. A sua resposta imediata foi “não”, e Morse telegrafou-lhe a recusa. Não querendo acreditar naquela troca instantânea de mensagens, a convenção entrou em recesso enquanto mandava uma delegação a Washington para descobrir a fraude. Mas não havia fraude. Wright mostrou-se irremovível e a chapa formou-se com Polk e Dallas.
Foi também a chapa vencedora, posto que pela diferença de apenas 40.000 votos, num total de 3 milhões. Henry Clay perdeu com os Whigs, mas foi, na realidade, um terceiro partido, um partido antiescravagista, que desviou o número suficiente de votos em Nova Iorque e Michigan para dar esses Estados e a vitória nacional a James Knox Polk.
Colaboração: Braz Luciano Teixeira da Silva – PS7BL |
email: brazlucianops7bl@bol.com.br |
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